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O regresso da tragédia de Carlos Castro ao debate: “É macabro”

Os comentadores do V+ Fama analisaram os novos desenvolvimentos sobre o brutal homicídio em Nova Iorque. Cláudia Jacques e Isabel Figueira refletiram sobre os dias que antecederam o crime.

A recente divulgação de novos ficheiros relativos ao brutal homicídio de Carlos Castro (incluindo imagens das câmaras do hotel InterContinental em Nova Iorque) reacendeu o interesse sobre a tragédia ocorrida em 2011.

No V+ Fama de hoje, o tema dominou grande parte do debate, com os comentadores a refletirem sobre a dinâmica fatal entre o cronista social de 65 anos e o jovem modelo Renato Seabra, que acabou condenado a prisão perpétua.

O apresentador Adriano Silva Martins abriu o espaço questionando “o envolvimento pessoal entre Carlos e Renato”, recordando que “a família do Renato sempre negou que houvesse um envolvimento”. Cláudia Jacques revelou que Renato terá admitido que “se conheceram através do Facebook e que logo no primeiro encontro deram um beijo”, embora admitisse que o principal fator que uniu o casal foi a ambição profissional do modelo, até porque Seabra sempre assumiu ser heterossexual (“estava de raparigas”).

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Para a socialite, o jovem agiu sob uma “ilusão“. “Talvez este envolvimento (…) tenha acontecido na ilusão que o Renato tinha de que o Carlos Castro poderia ajudar a ter uma carreira como modelo”, sublinhou. A viagem fatal terá servido precisamente esse propósito. “Esta ida para Nova Iorque era nesse sentido. De lhe arranjar castings e reuniões com agências (…) para ele dar os primeiros passos na tal carreira internacional que ele tanto almejava”. No entanto, referiu Cláudia, os planos falharam e Carlos Castro “desenvolveu uma paixão por o Renato muito obsessiva, porque ele era realmente muito ciumento”.

As constantes discussões e o ambiente pesado nos dias anteriores ao crime foram atestados pelos recentes registos do processo. Pimpinha Jardim destacou as imagens reveladas: “Vê-se através das imagens em que a polícia foi buscar, dos corredores, das zonas comuns do hotel, vê-se que eles já andavam a discutir há alguns dias, que já havia alguns problemas entre os dois”.

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Isabel Figueira partilhou do mesmo assombro sobre o nível de agressão. “Esses ficheiros foram lidos, a própria polícia dos Estados Unidos diz que nunca tinha visto nada assim (…) o crime era realmente, quando chegaram ao local, era de uma violência tremenda”, relatou, destacando a apreensão do jornalista nos últimos dias de vida: “Carlos Castro tentou que o voo fosse antes, até nesse próprio dia que aconteceu, tentou que o voo voltasse antes. Tentou antecipar o voo, porque nos últimos dias aquilo já não estava a correr muito bem entre ambos”.

Para Isabel Figueira, que conviveu profissionalmente com o cronista em inúmeros desfiles, o balanço é positivo, mas marcado pela personalidade forte do jornalista. “Eu trabalhei com o Carlos durante muitos anos, não tenho nada a apontar (…) tinha sempre aquele feitio dele, quem conhece o Carlos Castro sabe o que estou a dizer (…) muito característico. Não era uma pessoa muito fácil“, recordou a ex-modelo. “Comigo sempre correu tudo muito bem, sempre fui contratada para desfilar para ele, sempre me tratou bem, sempre tinha uma palavra querida”, garantiu.

O desfecho, para a comentadora, é fruto de uma relação destrutiva. “Foi alguém que acreditou que podia ter esse sonho e para esse sonho o Carlos apaixonou-se e aquilo levou-o a um ponto. O que gostava de raparigas levou-o a um ponto. Isto é macabro (…) isto acontece mais do que nós pensamos e temos que ter sempre cuidado às vezes com quem é que estamos e quem são os nossos parceiros, porque muitas vezes achamos que conhecemos e muitas vezes não conhecemos”.

Quinze anos volvidos, com Renato Seabra a cumprir pena (aos 45 anos terá direito a pedir a revisão da sentença de prisão perpétua) e com duas tentativas de suicídio no seu historial na prisão, Pimpinha Jardim lamentou a dor silenciosa das famílias envolvidas. “Existem duas famílias envolvidas que ambos perderam as pessoas que gostavam. A família do Carlos Castro, infelizmente foi o que aconteceu, e a família do Renato, porque a família não tem culpa daquilo que aconteceu”, vincou a comentadora. “Literalmente também estes pais acabaram de uma certa maneira, na minha perspetiva, de perder este filho”, concluiu.

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