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Toxicidade de Raquel no ‘Big Brother’ em discussão: “Curva da Vida” foi a “mais fraquinha” de sempre

Cláudio Ramos e Gonçalo Quinaz apontam comportamentos problemáticos da concorrente, enquanto Adriano Silva Martins defende que foi "muito generosa".

A ‘Curva da Vida’ de Raquel no ‘Big Brother Verão’ incendiou o debate no ‘Dois às 10’ desta manhã, com os comentadores e apresentadores a dividirem-se sobre a sinceridade da concorrente e a sua alegada toxicidade dentro da casa.

Cristina Ferreira abriu a discussão, questionando se a partilha de Raquel teria sido “fraquinha”, como alguns sugeriam.

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Adriano Silva Martins atirou de imediato uma opinião contrária à de Gonçalo Quinaz. “Acho que a Raquel foi muito generosa”, afirmou, justificando que a concorrente revelou o divórcio dos pais, a relação entre eles, e até uma relação homossexual. “Coisa que ela não tinha de falar”, sublinhou o comentador, notando que Raquel está interessada no Nuno dentro do ‘reality show’.

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Para Adriano Silva Martins, assumir um relacionamento homossexual passado pode ser uma “linha vermelha” para muitos, e a atitude de Raquel, ao expor partes tão íntimas da sua vida, merecia outra leitura. “Ontem consegui entender muitas das suas reações, porque é uma miúda que teve uma série de relacionamentos tóxicos”, explicou, admitindo que, embora Raquel tenha a sua parte de culpa, as suas revelações íntimas foram significativas.

Cláudio Ramos não se calou. “A ‘Curva da Vida’ é isso, escolhes o que partilhas ou não”, lembrou. O apresentador insistiu que Raquel falou, sim, da “falta dos pais, do abuso dos pais”, e que não se podia ignorar a complexidade das suas partilhas.

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Gonçalo Quinaz, porém, não poupou nas palavras. “Digo isto com todo o respeito que tenho pela Raquel e por todos os concorrentes. Já ando aqui há alguns aninhos, já vi muita ‘Curva da Vida’. Esta foi talvez a ‘Curva da Vida’ mais fraquinha que ouvi até hoje”, atirou. Quinaz descreveu a narrativa da concorrente como uma sucessão de relacionamentos (A, B, C), sem grande profundidade.

A conversa rapidamente se virou para a conduta de Raquel dentro da casa. Cláudio Ramos e Gonçalo Quinaz concordaram que a concorrente já mostrou traços de toxicidade. “Ela, por exemplo, o Nuno… chego ao pé do Adriano e digo: ‘Olha, não gostei nada disso, e se me queres conquistar…’ O rapaz não tinha dito nada. Não podes fazer isso”, exemplificou Cláudio Ramos, descrevendo uma atitude exigente para com Nuno.

Gonçalo Quinaz corroborou, apontando que “sem conhecer o rapaz de lado nenhum, aquilo que ela já estava a fazer era tóxico”. O ex-concorrente recordou ainda frases de Raquel como: “Eu sei perfeitamente quem é que vai porque eu sou muito importante lá fora, eu tenho pessoas que vão”, embora Cristina Ferreira tenha clarificado que isso é “ser convencida”, não “ser tóxica”.

Cláudio Ramos, no entanto, insistiu na toxicidade de Raquel, citando a sua postura com Nuno – “Ela a exigir coisas” – e uma conversa polémica com amigas sobre Sara. “É ela a falar, a dizer mal da Sara a três amigas e diz coisas muito feias”, revelou o apresentador. Uma das citações mais fortes atribuídas a Raquel, no contexto dessa conversa, foi: “Eu vou a Iemanjá fazer o quê, se tivesse um filho desta podia ser deficiente.” Adriano Silva Martins reagiu: “Estamos a brincar.”

Cinha Jardim trouxe uma perspetiva diferente, defendendo que a toxicidade de Raquel pode ser um reflexo das “relações que teve antes”. “Às vezes as pessoas, estando numa relação tóxica e vindo outra a seguir, elas próprias se tornam tóxicas”, explicou.

Ainda assim, Cláudio Ramos notou que Raquel, quando confrontada pela Maria nas galas, “não assume nada do que diz”. Adriano Silva Martins concordou, afirmando que “ela sente vergonha muitas vezes daquilo que diz”, mas “continua a dizer”.

Adriano Silva Martins, apesar de tudo, tentou uma última vez apelar à compreensão. “Não estou aqui a defender a Raquel, estou a tentar entendê-la um bocadinho melhor, porque acho que muitas vezes fomos um bocadinho injustos com ela”, disse. Reconheceu que a concorrente teve comportamentos inadequados com Nuno e Sara, mas que a sua ‘Curva da Vida’ o fez perceber a razão para ter “recorrido à terapia, porque realmente não tem feito grande coisa”.

Cláudio Ramos, contudo, rematou: “Mas olha que a terapia não lhe tem arrumado muita coisa.”

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