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Trabalhadores da Lux, LuxWoman, Lux Deco e Lux Moda denunciam incumprimentos após a insolvência

Informados a 12 de agosto que a empresa cessava a 31… e no dia seguinte as marcas já tinham novo dono

Um grupo de trabalhadores das revistas Lux, LuxWoman, Lux Deco e Lux Moda e Beleza rompeu o silêncio esta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, para denunciar o que consideram ser uma operação de “branqueamento” de responsabilidades, na sequência da recente transição das publicações para a DOTMEDIA, Lda.

O manifesto surge como resposta ao comunicado que a nova gerência, liderada por Carlos Santos e com direção de Carla Barreira e Maria João Jorge, divulgou a 1 de setembro de 2026, anunciando ao mercado a exploração dos títulos e uma “nova estrutura”.

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Os profissionais, que asseguraram a vida das publicações ao longo de anos, esclareceram a realidade que o público e o mercado desconhecem. A Masemba, anterior detentora das revistas, está em situação de insolvência declarada desde julho de 2026. Este processo, garantem, deixou um rasto de incumprimentos graves, afetando diretamente os trabalhadores, que ficaram sem subsídios, indemnizações e outros créditos laborais, e também fornecedores e parceiros comerciais que aguardam pagamentos.

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A 12 de agosto, os trabalhadores foram formalmente informados pelo representante legal da Masemba que a empresa cessaria atividade a 31 de agosto de 2026. Esta decisão já se dava sob a gestão de um Administrador de Insolvência, mas o que se seguiu apanhou todos de surpresa.

Enquanto aguardavam as decisões do Tribunal sobre o futuro dos seus vínculos contratuais, foram confrontados, a 1 de setembro de 2026, com o anúncio público da transição das marcas. Esta operação, salientam, surge como se todas as responsabilidades e direitos associados aos títulos tivessem simplesmente desaparecido.

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Perante a gravidade dos factos, os trabalhadores apelaram publicamente à intervenção urgente e rigorosa dos tribunais portugueses, do Administrador de Insolvência e das autoridades reguladoras do setor. É imperativo, explicaram, que a justiça portuguesa atue com celeridade para “impedir que mecanismos legais de insolvência e transmissões de marcas sejam utilizados para contornar obrigações legais e branquear o incumprimento de direitos laborais”. O grupo acrescenta que “a impunidade em processos desta natureza não pode continuar a ser normalizada no tecido empresarial e no panorama dos media em Portugal”.

Apesar das severas dificuldades financeiras e do clima de incerteza, a equipa manteve-se firme até ao último dia, assegurando a qualidade que permitiu às revistas chegar às edições agora anunciadas. As revistas Lux não são, sublinham, “meros ativos comerciais, logótipos ou chancelas editoriais”. São “o resultado de anos de dedicação, talento e esforço humano”.

Hoje, a estrutura humana que construiu a reputação e o valor destas marcas está “deixada para trás, desprotegida e sem garantias quanto ao recebimento dos seus direitos legais”, denunciaram. O grupo de trabalhadores garantiu que sai deste projeto com dignidade, mas atira: “Não permitiremos, contudo, que a história desta transição ignore o sacrifício e os direitos legítimos daqueles que foram o verdadeiro motor destas revistas”.

Trabalhadores da Lux, LuxWoman, Lux Deco e Lux Moda denunciam incumprimentos após a insolvência

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