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Regresso de Harry ao Reino Unido desencadeia “série de escândalos”: Adriano Silva Martins vê um futuro “gravíssimo”.

A polémica surge após o príncipe acusar as autoridades de ignorarem um plano terrorista da Al-Qaeda em 2023 contra a sua família.

Harry e Meghan estão de volta ao Reino Unido e já se encontram no centro de uma polémica que Adriano Silva Martins não hesitou em classificar de “gravíssima”.

No programa ‘V+ Fama’ de 2 de setembro de 2026, o apresentador revelou que o príncipe acusa as autoridades britânicas de terem ignorado uma ameaça de atentado terrorista contra si e a sua família, alegadamente ocorrida em 2023.

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Guilherme Castelo Branco, um dos comentadores do painel, tentou colocar a situação em perspetiva. Lembrou que as alegações de Harry não são uma novidade, tendo já sido discutidas num processo judicial que o príncipe moveu contra o ‘Daily Mail’, e que acabou por perder. “Estas alegações do Harry não são de hoje”, frisou, sugerindo que a imprensa estaria a capitalizar o regresso do casal para reacender uma controvérsia antiga.

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Adriano Silva Martins, contudo, não partilhou da mesma complacência. Sem rodeios, atirou que a Casa Real Britânica deve preparar-se, pois este é apenas o início de uma série de “escândalos” que se seguirão. “Isto é o que lhe espera à Casa Real Britânica a partir de ontem. Não é de hoje, é de ontem”, sentenciou. Para o apresentador, a decisão de Harry de tornar pública uma acusação tão séria, alegando que as autoridades britânicas desvalorizaram um plano terrorista, é “péssimo, escandaloso e gravíssimo”, uma forma de o casal garantir que “vai ser manchete nos tabloides britânicos” todos os dias.

Guilherme Castelo Branco aprofundou o contexto das acusações. Explicou que Harry fez estas declarações quando ainda residia nos Estados Unidos. Segundo o comentador, em 2023, a entidade responsável pela segurança da realeza terá tido conhecimento de um documento escrito, atribuído à Al-Qaeda, que detalhava um plano para assassinar os Duques de Sussex. O problema, na perspetiva de Harry, é que esta informação não foi comunicada à sua segurança privada.

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Harry sempre defendeu a importância de um alerta formal. “O alerta tem de ser feito para depois a minha segurança privada poder dar seguimento”, contou o príncipe, de acordo com Guilherme Castelo Branco. A sua convicção é que, perante uma ameaça real, a sua equipa de segurança deveria ter sido informada para poder atuar devidamente.

António Leal e Silva, por sua vez, não poupou críticas. Considerou a posição do príncipe “ridículo”. Um dos outros comentadores presentes na discussão levantou uma questão pertinente: “Eles rompem com a família, com a Casa Real e com o protocolo. Se rompem, porquê obrigar as autoridades a protegê-los?”. Adriano Silva Martins interveio, no entanto, para sublinhar que “as autoridades de um país – a polícia, os serviços secretos – têm a obrigação de proteger os cidadãos quando recebem uma informação”, independentemente do seu estatuto real ou da sua relação com a monarquia.

O apresentador de ‘V+ Fama’ expressou o seu ceticismo em relação à versão apresentada por Harry. “Não acredito que as autoridades britânicas saibam que há um atentado terrorista contra estas pessoas e esqueçam”, afirmou com veemência. Adriano Silva Martins reforçou que é “perigosíssimo” o príncipe regressar ao Reino Unido e, publicamente, lançar a acusação de que as autoridades falharam em protegê-lo de uma ameaça terrorista no passado. “Não pode é dizer: ‘Olá, estou aqui, e não se esqueçam que no passado, segundo a minha versão, vocês não me protegeram e havia uma ameaça de atentado terrorista'”, declarou.

António Leal e Silva reforçou a sua posição, classificando a atitude de Harry como “perigosíssimo”. Para o comentador, “ele, enquanto membro da realeza, não pode tornar públicas situações que são privadas”. Questionou ainda a pertinência de um ataque da Al-Qaeda aos Duques de Sussex. “Não sei porque é que a Al-Qaeda quer matar os duques de Sussex”, admitiu, mas adiantou que o protocolo dos serviços secretos é claro: primeiro, “saber a veracidade da informação, ver se aquilo tem alguma lógica, ver se aquilo tem algum contexto, se aquilo é real”. Se a ameaça se confirmar, a atuação é da responsabilidade dos serviços oficiais, que “não têm nada que informar os seguranças privados dele”.

Na visão de António Leal e Silva, os serviços de segurança operam de acordo com um protocolo rigoroso, que se aplica a todos, “seja ele Harry Windsor ou Harry Smith”. Concluiu que Harry “tem de se calar” sobre estes assuntos, que deveriam ser tratados em privado. A publicitação destas questões, defendeu, apenas serve para alimentar a imprensa e criar “mais um escândalo”.

Guilherme Castelo Branco trouxe, por fim, um esclarecimento crucial sobre a origem da controvérsia. “Não foi ele que veio fazer estas declarações públicas. Ele fez uma carta privada para os serviços secretos da realeza a falar deste problema”, garantiu. Adriano Silva Martins confirmou que a imprensa, com o apoio de “boas fontes”, foi quem conseguiu aceder e divulgar o conteúdo da missiva. “A imprensa pegou, obviamente, numa carta (…), que foi enviada por ele ou pelo serviço secreto, para ele utilizar isso”, acrescentou, sugerindo que o príncipe poderá ter facilitado a fuga da informação.

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