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Tribunal rejeita pedido da defesa de Betty: jornalistas continuam em tribunal

O Tribunal Criminal de Cascais decidiu manter o julgamento de José Castelo Branco à porta aberta, sem exclusão de publicidade.

Esta foi a primeira decisão tomada na terceira sessão do processo que opõe o socialite à sua ainda mulher, Betty Grafstein, que arrancou pouco antes das 10h00 da terça-feira, 29 de setembro de 2026. O pedido para que os trabalhos continuassem públicos partiu do mandatário Alexandre Guerreiro.

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Desde finais de abril de 2024 que marido e mulher não se encontram. Na manhã de 29 de setembro de 2026, José Castelo Branco e Betty Grafstein vão poder “matar saudades” através de uma videochamada, num dos momentos mais aguardados deste escândalo de alegada violência doméstica.

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A mãe de Roger Basile vai testemunhar nesta sessão, marcada para as 09h30. José Castelo Branco, à semelhança do que aconteceu na terça-feira, 22 de setembro de 2026, estará presente por videoconferência, mas apenas com direito a assistir ao desenrolar da audiência.

Além da queixosa, estão agendados os depoimentos de Marcella Fernandes, David Motta, filho de Maria das Dores, e o colunista social Abel Dias. Todos se apresentam contra o réu. Marcella Fernandes, que faltou à última sessão por alegadamente estar internada no Hospital de Santa Maria, começou por surgir como a melhor amiga de José Castelo Branco.

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Depois, terá ficado com as malas do socialite, onde estariam os seus pertences. Mais tarde, após a visita de Roger Basile, filho de Betty, a Portugal, Marcella figura como a principal apoiante da idosa, que se encontra internada na clínica Mary Manning Walsh, em Nova Iorque.

Tribunal rejeita pedido da defesa de Betty: jornalistas continuam em tribunal
Tribunal rejeita pedido da defesa de Betty: jornalistas continuam em tribunal

A defesa de José Castelo Branco, a cargo dos advogados Pedro Nogueira Simões e Fernando José Pires, pretende inquirir as testemunhas sobre a veracidade das suas alegações, nomeadamente “se viram, se presenciaram ou se apenas ouviram dizer”.

A 20 de abril de 2024, Betty Grafstein, então com 95 anos, deu entrada no Hospital CUF Cascais com uma fratura no fémur direito e ferimentos nos braços, resultantes de uma alegada queda. Já na unidade hospitalar, a joalheira norte-americana relatou a vários profissionais de saúde que tinha sido empurrada pelo marido e que sofria de comportamentos abusivos físicos e psicológicos recorrentes.

Como a violência doméstica é um crime público em Portugal, a equipa médica ativou o protocolo e avançou com a denúncia ao Ministério Público.

Na sequência desta denúncia e do inquérito instaurado pelo DIAP de Sintra, a GNR deteve José Castelo Branco no início de maio de 2024 para ser presente a primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

O Ministério Público acusou-o formalmente de um crime de violência doméstica, e o processo seguiu para julgamento.

Várias equipas médicas e funcionários do Hospital CUF Cascais têm sido ouvidos em tribunal como testemunhas. Durante as sessões, os peritos médicos têm contestado a versão de “queda acidental” apresentada pela defesa do arguido, apontando que as lesões eram compatíveis com agressão ou empurrão.

No entanto, Ana Paula Pereira, médica cardiologista da CUF, referiu na sessão de 22 de setembro de 2026 que “não é impossível” que os baixos níveis de sódio de Betty Grafstein a tivessem conduzido a uma situação de grave debilidade óssea e episódios de alucinação.

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