No programa Dois às 10 desta manhã, Cláudio Ramos recebeu Vanessa, ex-concorrente da mais recente edição de verão do reality show da TVI.
A conversa abordou o balanço da experiência na casa, as amizades que perduraram e os conflitos que continuam por resolver, revelando também os projetos profissionais impulsionados pela exposição televisiva.
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A entrevista começou com Cláudio Ramos a questionar como tem sido a adaptação à vida real, após um período de férias. Vanessa fez um balanço positivo do regresso e dos benefícios mediáticos que a experiência trouxe: “Tem sido muito boa. Voltei à minha rotina com as coisas que eu já tinha e já fazia antes de ir para o reality. Agora com o acréscimo desta nova vida, que também quero aproveitar. (…) Trouxe mais visibilidade para a minha associação, que era o que eu procurava. Eu não queria ir para ter projetos novos, eu queria cimentar os projetos que eu já tinha”.
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Apesar da nova realidade, a convidada confessou que o mediatismo não foi o esperado: “Olha, eu por acaso achava que ia ser mais, sou sincera. Quando eu saio, percebo que o meu reality não teve assim um boom tão grande. E ainda bem, porque passar já com o bocadinho que eu tenho passado é estranho, é toda uma vida nova”.
Cláudio Ramos elogiou a postura firme de Vanessa no jogo, lembrando a sua capacidade de argumentação e o facto de não deixar nada por dizer. Desafiada a apontar a maior dificuldade dentro da casa, a ex-concorrente assumiu que a privação de liberdade e a convivência com pessoas falsas foram os maiores obstáculos. Explicou a sua frustração: “Para mim, estar livre faz muito parte de mim. (…) E, fora isso, convivência. Foi difícil lidar com feitios diferentes. Eu confesso que eu sou muito espontânea e a mim incomodava às vezes coisas premeditadas, que estão certos, é um jogo, estão certos. Mas a mim, como eu não sou, fazia-me comichão lidar com aquilo”.
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Sobre a manipulação de imagem de outros jogadores para benefício próprio perante o público, Vanessa mostrou-se implacável na sua análise: “Aproveitavam-se de certas situações para jogo. E conseguiam perceber o que ficava bem cá fora e colocavam-se para ficar bem cá fora. (…) Estão a passar uma imagem daquilo que não são, porque estão a fazer propositadamente só para ficar bem. E eu dava-me nervos: como é que não falavam em contrário daquilo? Como é que não diziam em contrário daquilo? Só para ficar bem”.
O tema das amizades e inimizades não foi esquecido, com a convidada a elencar os colegas com quem mantém contacto, destacando Ventura, Boris, Ana Luísa e Afonso. No entanto, quando questionada sobre quem rejeitaria na sua mesa de pequeno-almoço, a resposta foi imediata e recaiu sobre Raquel: “A Raquel, não me dou com ela. (…) Eu, quando cheguei cá fora, percebi que ela tinha virado o chip, que ela também tem ali vários assim desconectados”. Ainda assim, Vanessa admitiu que sentiu sinceridade nos sentimentos de Raquel pelo colega Nuno: “Eu sentia que era verdade (…). Ela foi muito criticada por estar tão agarrada a ele, mas eu senti que aquilo era a verdade dela. Ela não estava a conseguir desconstruir a ideia que tinha feito”.