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Após bronca da madrugada! Renata Reis confronta Luís Gonçalves: “Fiquei com medo de ti!”

Uma conversa tensa revelou os bastidores do confronto noturno que deixou marcas entre os concorrentes...

A madrugada deste sábado, 17 de outubro, ficou marcada por uma forte altercação entre Luís Gonçalves e Miguel Vicente.

O confronto aconteceu num momento em que a emissão se encontrava desligada, pelo que as imagens continuam guardadas e não foram exibidas. Ainda assim, a tensão acumulada fez-se sentir horas mais tarde, quando Renata Reis decidiu puxar o colega à parte para falar abertamente sobre tudo o que presenciou e a forma como a situação a afetou.

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Ao início da noite, a concorrente chamou o antigo elemento da GNR para uma conversa franca sobre o seu comportamento durante o conflito. Luís começou por explicar que a sua postura resultou de um desgaste prolongado e de atitudes que considera inaceitáveis dentro da convivência diária: “Isto é como na vida. Tenho cenas na minha vida que não me dou com pessoas tóxicas, entende? Ou com pessoas que demonstram uma coisa, que queiram passar uma coisa que não são. O que é que acontece? Isto chegou a acumular várias situações, não é de agora.”

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O concorrente sublinhou que a sua revolta disparou ao ver o tratamento dado a pessoas que considera mais indefesas, apontando diretamente o comportamento de Miguel Vicente em relação a Quina: “O que mexeu mesmo mais comigo foi ter visto o estado em que vi, porque se querem fazer esse jogo, façam-no comigo. Não façam com pessoas que são mais vulneráveis. Sei que a Quina já se defendeu e tudo bem. A Quina tem capacidade para lidar com aquele tipo de conversas. O melhor é que ela anda aí, faz a comida, trata a malta bem. E depois uma pessoa próxima dela, que é ele, que é o Miguel, vai-lhe fazer isso. A minha cena foi essa.”

Para lá do episódio que envolveu a colega, Luís frisou que o mau ambiente com Miguel já tem raízes antigas dentro da casa, mencionando desavenças anteriores relacionadas com o ar condicionado: “Isto já vem de trás, não é de agora. Estas situações do ar condicionado já é uma cena que vem de trás. Ele já me fez aí duas ou três. E depois vem para aqui a dizer que quer mudar, que quer mostrar a melhor versão dele. Aperta-se um bocadinho e começam a mostrar a melhor versão. Quer dizer, a minha até foi sem fazer nada.”

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Renata ouviu a justificação, mas fez questão de clarificar que o seu desconforto não estava ligado aos motivos da zanga, mas sim à intensidade desmedida da reação dele: “Podes ficar chateado, podes ficar revoltado, podes ficar o que quiseres. Eu não estou a julgar o facto de teres ficado chateado ou não.”

Luís voltou a justificar o seu desagrado físico com o ar condicionado e com as queixas que daí resultaram: “Tens ficado chateado porque tenho a garganta e os pulmões todos lixados por causa da brincadeira do ar condicionado quando chego aqui.”

Ainda assim, Renata manteve a sua posição, recusando aceitar a atitude agressiva do colega de casa: “Não estou chateada contigo pelos motivos de teres ficado chateado. Eu não gostei da tua atitude, Luís. Eu digo-te, conheço-te e nunca te vi assim.”

O antigo militar recusou que tivesse perdido o controlo durante o confronto: “Estava tranquilo. Depois foram para ali fazer o filme. Eu estou tranquilo, agora não venho tirar pinta de otário, isso há limites. Mas eu não perco estas coisas, nunca na vida. Trabalhei 17 anos, andei 17 anos com uma arma no coldre, lidei com muita gente aí fora. Se eu não tivesse carola, entendes? Deitei aquilo que sentia cá para fora daquilo que vi. O que ele fez à Quina é que é grave, meter uma mulher com aquela idade a chorar, que o trata aqui quase como filho.”

Renata não hesitou em rebater a comparação e explicou que a questão não residia na razão moral, mas no medo palpável que sentiu dele: “Nós não estamos a medir, porque eu também não concordo com o que aconteceu com a Quina. Eu estava com a Quina. Eu estou-te a dizer que, com a tua atitude, nunca te vi assim. Eu fiquei ansiosa e fiquei com medo de ti. Vim para a sala porque nunca te vi assim.”

Luís tentou diminuir a gravidade do relato da colega, desvalorizando a impressão de terror descrita por Renata: “Se vens com essas conversas, isso para mim é filme. Já noutra casa também dizia, o tom de voz ficava mais alto e não há problema nenhum.”

Renata recusou de imediato essa justificação de volume vocal, garantindo que o comportamento foi muito mais longe do que simplesmente falar alto: “Não foi o tom de voz. Sabes quantas vezes é que eu já te vi a berrar? Fiquei toda em cima.”

Luís continuou a defender a sua intervenção em defesa de Quina e sustentou que possui preparação mental de sobra para suportar as pressões do formato: “Eu disse-lhe a ele: ai de ti que faças mal à dona Quina, ai de ti que faças mal à tia Quina. Eu também posso chegar e sei entrar nesse jogo sujo que ele faz. Psicologicamente eu já fui testado ao limite. Isto para mim é peanuts. Agora, quando fizerem porcaria e eu ouvir coisas, tenho toda a legitimidade de reagir.”

Para afastar a ideia de descontrolo total, o concorrente enumerou atitudes que considera verdadeiras linhas vermelhas e assegurou que jamais as irá transpor no programa: “No dia em que me vires a mandar uma cadeira ou um copo a alguém, ou andarem aos murros e às paredes, aí as pessoas têm de ter calma. Eu já ouvi lá dentro do quarto aos gritos e todo histérico, que até teve de lá ir o conselheiro, a dizer para largarem tudo. Isso é que é um gajo histérico e passado.”

Antes de terminar a conversa, Luís reforçou que a sua indignação perante o sofrimento alheio é genuína, contrastando o seu autocontrolo com episódios recentes protagonizados por outros elementos da casa: “Fico espantado como é que vocês veem uma mulher com 64 anos ali a chorar sozinha e não vão ter com ela, não há uma palavra. Fica já a saber que eu sei bem os meus limites, sei bem até onde posso ir e sei bem aquilo que posso dizer. Agora, há aqui muita gente que não sei se sabem os limites deles. E não é preciso andares a falar alto. Vi ali uma mulher a dizer que estava com o período e a mostrar as cuecas. Isso para mim é que não acho normal.”

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