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Bárbara Norton de Matos: A saúde como pretexto ou o reality show como destino?

Bárbara Norton de Matos sai da revista do Parque Mayer e pode ir para a 1ª Companhia

A atriz abandonou a revista no Parque Mayer alegando perda de audição após uma gripe, no entanto, especula-se se a verdadeira razão não atende pelo nome de um novo reality show – 1ª Companhia.

Bárbara Norton de Matos está, de novo, no centro do furacão mediático e desta vez, não é uma relação amorosa ou uma polémica familiar que domina as manchetes, mas sim a sua saúde – ou a interpretação que dela se faz. Após anunciar o afastamento da peça de teatro onde trabalhava devido a problemas de audição, a atriz viu as suas motivações serem dissecadas no programa «Tarde das Estrelas», onde a fronteira entre a patologia e a conveniência profissional pareceu, para muitos, ténue.

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O anúncio de que uma gripe teria deixado sequelas auditivas graves o suficiente para impedir a atriz de continuar a atuar não convenceu todo o painel. Léo Caeiro foi o primeiro a manifestar estranheza perante o que considera um contrassenso na carreira da atriz: “Custa-me entender que por uma surdez derivada a uma gripe, que a Bárbara tenha deixado novamente de fazer aquilo que custava tanto, apenas e só, porque deixou de ouvir do bom ouvido. Abandonar aquilo que estava a fazer, e que era aquilo que ela tanto pedia em televisões, e que depois abdica novamente para estar em casa… não consigo ver aqui um contrassenso? É estranho, não condiz com aquilo que ela diz.”

A discussão subiu de tom quando Jéssica Antunes lançou a hipótese que paira sobre o mercado televisivo: a estreia do programa «Primeira Companhia», na TVI, já no próximo dia 1 de janeiro. Para a comentadora, a exposição constante de Bárbara nas redes sociais contrasta com a gravidade de quem alega estar incapacitada: “Não especulando, mas especulando ao mesmo tempo, eu acho mesmo que ela recebeu um convite mais apelativo do que a peça, e quem sabe não a teremos num reality show brevemente. Eu acho que só um convite mais apelativo conseguiria fazer com que ela saísse (…) Ela própria diz que está à espera de saber se vai fazer uma intervenção ou não. Eu creio que, para mim, são só desculpas, porque ela mostra-se frequentemente nas redes sociais.

Daniel Nascimento, embora cauteloso quanto à ética de abandonar um projeto teatral em curso, lembrou que a surdez é um obstáculo técnico intransponível no palco: “Uma pessoa que tem um problema de audição não consegue fazer contracena com os outros atores“. No entanto, o debate sobre o “peso do dinheiro” face à integridade artística dominou o painel. Jéssica Antunes reforçou que os valores envolvidos num reality show são um chamariz difícil de ignorar para quem atravessa um deserto na ficção: “Nós sabemos que, infelizmente, os valores que se apresentam em reality shows são completamente diferentes dos valores que ela poderá receber em peças de teatro. Os reality shows têm alavancado algumas carreiras de pessoas que já estão um pouco sem saber o que fazer à vida delas. Acho que a Bárbara agora tinha a oportunidade perfeita para mostrar aquilo que vale na peça, no entanto, o dinheiro pode ter pesado mais.”

Entre a defesa da “loba solitária” feita por Zé Gouveia, que acredita na veracidade do problema de saúde, e as suspeitas de uma jogada de marketing, o desfecho está marcado para a próxima quinta-feira. Se Bárbara Norton de Matos surgir no ecrã da TVI, a “surdez” passará de diagnóstico médico a um ruidoso caso de gestão de carreira.

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