Big Brother – Daniela Santos revela o que as câmaras não mostraram… e bate de frente no estúdio
O tema dos bairros sociais voltou a aquecer os ânimos e dividiu opiniões entre comentadores e a ex-residente da casa.
A polémica em redor da discussão sobre os bairros sociais, que marcou os últimos dias no ‘Big Brother All Stars’, chegou ao debate do ‘Diário’ desta quarta-feira, 21 de outubro.
Nuno Eiró chamou a estúdio Daniela Santos para obter esclarecimentos sobre o confronto entre Luís e Miguel, ocorrido a horas em que a emissão do canal esteve desligada.
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O apresentador contextualizou o episódio e pediu um relato fidedigno dos acontecimentos a quem estava presente. Nuno Eiró explicou que o público apenas assistiu a excertos selecionados: “Não quero saber sobre os bairros, não quero saber sobre histórias que se passam cá fora e que são usadas dentro da casa para argumentar e para tirar as pessoas do sério. Agora interessa-nos também perceber exatamente o que é que aconteceu. Porquê? Porque as imagens que nós vimos são só umas. Como tu própria sabes, houve muito mais, mas o TV Reality estava desligado e nós ficamos com a noção que pode não ser real. O que é que se passou realmente?”
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Daniela começou por garantir que a ligação entre os dois concorrentes era autêntica. A bailarina sublinhou que a cumplicidade não se tratava de encenação: “Durante quase toda a minha estadia as pessoas que estavam sempre comigo era o Luís e o Miguel e eles gostavam efetivamente um do outro, nunca foi jogo, tinham uma ligação e eu sinto que continuam a tê-la. Foram sim instigados durante muito tempo, os La Família, e acabaram por ceder. Tentei evitar isso nessa noite.”
Questionada sobre a faísca inicial, associada a uma bicicleta, Daniela explicou que Luís se sentiu descredibilizado perante os colegas e que os ânimos se exaltaram depois de um direto. O choque agravou-se na hora de dormir por causa do ar condicionado: “Existe efetivamente uma discussão num tom bastante agressivo e as pessoas não tiveram medo do Luís, as pessoas tiveram medo que aquela discussão entre eles escalasse e que acontecesse alguma coisa. Senti que houve um aproveitamento de vários concorrentes porque vários concorrentes querem prejudicar Luís, que sim, peca na sua forma, porque eu só não percebo é porque é que só ele é que peca, se há outros tantos que gritam, que insultam, é porque ele tem dois metros? Eu já disse isto na entrevista do ‘Dois às 10’, os comportamentos são semelhantes, simplesmente o porte e a forma brusca se calhar é diferente.”
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Daniela descreveu ainda a intervenção de terceiros quando a conversa passou para a sala: “Os sanguessugas vêm para tentar fazer aquilo que fazem sempre, que é tentar empurrar aqueles que querem em conjunto. Percebem que o Miguel e o Luís estão numa discussão acesa, aproveitam-se da situação e é aí que o Miguel acaba por dizer coisas que o Luís confiou nele.”
Sobre o registo criminal e a questão dos bairros, Daniela assegurou que o assunto não começou com a dupla desavinda: “Foi puxada pela Helena. Aí há um aproveitamento claro de alguém. Eu não sinto que a situação dos bairros estivesse a englobar os bairros. Eu acho que eles estavam tão enervados com o Luís que acabaram por vê-lo em conversas com a Sónia, de amigos que têm em comum, e extrapolaram a situação.”
A versão apresentada encontrou resistência imediata no painel. João Ricardo questionou: “Mas o Luís em nenhum momento falou de bairros na conversa que teve no quarto?” Daniela respondeu que o diálogo envolvia apenas conhecidos em comum e recordou comentários de Francisco Monteiro sobre o receio de confrontar Sónia. João Ricardo contrapôs com a cronologia transmitida: “A discussão que tu dizes que houve entre o Luís e o Miguel, tu dizes que os dois gostam muito um do outro. Nós cá fora também sentimos isso. Mas quem vai buscar o tema dos bairros sociais dito pelo Miguel é o Luís dentro do quarto, durante a noite.”
Daniela recusou essa leitura: “Eu não vi isso acontecer. A Helena puxou o assunto dos bairros e o que o Miguel diz em resposta à indignação da Sónia é: ‘mas tu saíste de lá’. E eu aí até intervim. Se virem as imagens, veem que já não há som, mas eu estou a falar. Porque disse que as pessoas, por viverem nos bairros, não têm que ser rotuladas com nada. E naquele momento fez-se um acordo de cavalheiros de não trazerem esses assuntos no dia a seguir. No dia a seguir quem puxa este assunto dos bairros é a Sónia. É a Sónia que puxa este assunto. Para mim é claro que há aqui um oportunismo e uma intenção clara de trazer isto como assunto.”
Confrontada por Nuno Eiró sobre a leitura dos factos, Inês Simões discordou da visão da convidada: “Claramente não estamos dentro da casa. Falo por mim e pelo João Ricardo. Portanto, o que nós vemos é também o que o público vê, tanto no canal 24 como nas imagens que depois passam nos blocos. Eu acho que quem realmente começa inicialmente a falar nisto é o Luís, porque quando o Miguel refere, não vejo o Luís a dizer que é mentira. E a pessoa que fala muito dentro da casa e que fala por tudo e por nada é o Luís.”