Boris arrasa colegas por gastos avultados no ‘Big Brother Verão’
O concorrente não poupou nas críticas após se terem gastado mais de 4.000 euros em tabaco, alertando para o risco de o prémio final se esfumar.
A ‘Cadeira Quente’ da gala do ‘Big Brother Verão’ trouxe à tona uma preocupação crescente entre os concorrentes: o dinheiro do prémio final.
A voz do ‘Big Brother’ não tardou a lançar o tema, revelando que mais de 4.000 euros tinham sido gastos em tabaco, alertando que o montante de 100.000 euros estava a tornar-se uma miragem.
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Boris foi o primeiro a intervir, visivelmente incomodado com a situação. Contou que, no primeiro leilão, apostou 3.500 euros e logo se arrependeu, achando “que não faz sentido nenhum” tal atitude. Agora, via o mesmo padrão a repetir-se, com os colegas a mostrarem-se indiferentes ao prémio.
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“O pessoal está mesmo nem aí que é para o prémio, cada um está a pensar por si”, atirou Boris, classificando a situação como uma “tremenda injustiça”. O concorrente criticou abertamente quem, na sua opinião, “não pensa mesmo nos outros, só querem pensar neles e no conforto”. Deu o exemplo de Joaquim, fumador, que “conseguiu cumprir” e aguentou sem fumar, mesmo “muitas vezes aflito”. No entanto, Joaquim é “o primeiro a ser carregado” nas nomeações, o que Boris considerou uma “injustiça”.
Para Boris, os concorrentes deviam “pensar um bocadinho mais em todos”, já que o objetivo é “ganhar dinheiro”, e não terminar o jogo com “5 mil euros a 10 mil, se pudermos levar 100”. Questionado pela voz do ‘Big Brother’ se alguém estaria menos interessado no prémio, Boris generalizou: “no geral acho que o pessoal todo já está a levar isto como um hábito”. Acusou os colegas de não pensarem duas vezes quando se trata de dinheiro do grupo, citando valores como mil, dois ou três mil euros como insignificantes para alguns.
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O concorrente sublinhou a necessidade de mais coesão e união, mesmo sendo adversários: “devíamos funcionar um bocadinho como uma equipa” nesse aspeto. Admitiu que ficar três dias sem fumar deve ter sido “duro”, mas lembrou que o ‘Big Brother’ é “um jogo, num desafio em que há sofrimento, há privações, foi por isso que nós também viemos para aqui”. Concluiu que, apesar de não estar chateado com ninguém, queria partilhar o seu ponto de vista e que todos deviam “refletir sobre isso e pensar melhor no que nós queremos para a frente”.
Sara, uma das concorrentes que comprou cigarros, defendeu-se. Explicou que, embora consiga aguentar outros desafios, “quanto aos cigarros é complicado para mim”. Se lhe dessem a hipótese de comprar, “obviamente que eu ia comprar”. Concordou com Boris que “é mau ser dinheiro de todos e isto tudo”, mas justificou a sua decisão: “quem tem vícios se calhar percebe”. Pediu desculpa aos colegas, mas garantiu: “se fosse hoje outra vez eu iria gastar igualmente. Porque gosto muito de cigarros”.
Ana Luísa reforçou a gravidade da situação, depois de o ‘Big Brother’ confirmar que foram mais de 4.000 euros gastos. “Será que temos noção e há pessoas que estão a ouvir-nos?”, questionou, preocupada com a imagem que transmitem ao exterior. Embora fumadora, Ana Luísa criticou a falta de controlo: “Isto já nem se olha a meios para atingir os fins. Isto quase que é ridículo. Roça no ridículo. Quando eu penso que se gasta 4.000 euros em tabaco”.
A concorrente recordou a sua experiência no leilão, onde correu para a porta sem saber bem o que fazer, mas acabou por não ter impacto no prémio, pois alguém fez um lance mais alto. No entanto, alertou que se ela ou Sara tivessem cedido, o valor gasto seria ainda maior. “Para quem nos ouve, se calhar até vai ficar com uma má opinião a nosso respeito”, admitiu. Destacou que o desafio tinha um prazo de 72 horas, o que tornava a cedência mais criticável, e apelou a que pensassem “melhor no próximo desafio, o que é que nós transmitimos, o que é que somos”.
Iris também concordou com os colegas e alertou para um “ciclo um bocado perigoso, especialmente de se um faz, nós todos podemos fazer”. Previu que, a continuar assim, o prémio final não ultrapassaria os “60, 70 mil” e que “o pessoal mais para a frente vai andar ainda 20, 30 por coisas ainda mais ridículas”. Embora não fumadora, considerou 4.000 euros “um valor muito alto”. A voz do ‘Big Brother’ interveio para esclarecer que a discussão não era só sobre tabaco, mas sobre a gestão do prémio final em geral, lembrando que Mariana e Miguel tinham abdicado de metade do valor para aceder ao ‘quarto secreto’.
Iris ironizou, dizendo que se uma ida aos cigarros custava 4.000 euros e uma ida às Maldivas 5.000, o ‘Big Brother’ estava “muito generoso”. Insistiu que não podiam “olhar apenas para o nosso umbigo em detrimento do bem maior”, sob pena de, “no final das contas, o prémio final vai ser 20 cêntimos e o toste-misto. E o Big Brother foi os amigos que fizemos o caminho. O prémio ninguém leva”.
Joana, por fim, reconheceu que “todos somos egoístas” e que essa característica está presente em todos. No entanto, defendeu que “cabe-nos a nós perceber se queremos continuar a ser ou se paramos”. Para si, “acabou. Eu quero levar o prémio para casa”. A concorrente apelou a que todos “começassem a baixar um bocado o pelo na venta e a ter mais noções em relação ao dinheiro”, prometendo resmungar sempre que visse atitudes egoístas.