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Charles Spencer defende infância feliz de Diana: irmão recorda os 7 anos da princesa no divórcio dos pais

O 9.º Conde Spencer consultou a ama Sally para confirmar as suas memórias para o livro 'Swan Song: Diana, My Sister', lançado hoje.

Charles Spencer, o 9.º Conde Spencer, está a reescrever a narrativa da infância da Princesa Diana, quase três décadas após a sua morte.

O irmão da falecida princesa, de 62 anos, lançou hoje, 22 de setembro, as suas memórias, ‘Swan Song: Diana, My Sister’, e aproveita para desmistificar algumas das histórias que acompanham a irmã há décadas.

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Numa entrevista exclusiva à PEOPLE, concedida em Althorp, Spencer garantiu que o livro é uma oportunidade para “desfazer certos mitos”.

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Um dos mais persistentes é a ideia de que Diana teve uma infância infeliz. “A infância que me lembro de partilhar foi realmente feliz”, contou Spencer, recordando os tempos em que a chamava carinhosamente de “Duch”, enquanto ela o tratava por “Carlos”.

Os pais de Diana, John Spencer e Frances Shand Kydd, separaram-se quando ela era ainda muito nova, com Frances a deixar a casa da família. O divórcio aconteceu em 1969, quando Diana tinha sete anos, e o pai ficou com a custódia dos filhos.

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“Claro que houve a mágoa da minha mãe ter saído de casa, mas o meu pai era um pai muito carinhoso e tornava a casa realmente alegre”, disse Spencer. Para confirmar as suas recordações, o conde consultou outras pessoas que conheceram Diana em criança.

“Tínhamos uma ama muito querida, a Sally, e ela… lembrava-se da Diana como uma menina muito feliz”, revelou.

Ainda assim, Charles Spencer admite que a irmã pode ter vivido sentimentos internos que não eram visíveis para os outros. “Então, talvez houvesse coisas a acontecer por dentro que eram mais pessoais do que ela estava a processar, mas na altura parecíamos muito felizes”, admitiu.

Diana foi uma das cinco crianças nascidas de John Spencer e Frances Shand Kydd. Cresceu com duas irmãs mais velhas, Lady Sarah e Lady Jane, e o irmão mais novo, Charles. Houve ainda um irmão mais velho, John, que morreu poucas horas após o nascimento em 1960.

A família viveu em Park House, uma casa arrendada na propriedade de Sandringham da Rainha Isabel II, até meados dos anos 70, altura em que John mudou a família para a propriedade de Althorp, a casa ancestral dos Spencer em Northamptonshire, Inglaterra. É nesta propriedade que se encontra o túmulo de Diana, numa ilha no centro do lago Round Oval.

As memórias de Spencer não se ficam por aqui e trazem revelações explosivas. O autor afirma que o futuro Rei Carlos soou “eufórico de alegria” quando os dois falaram ao telefone nas horas seguintes à morte de Diana. Também descreve uma discussão acalorada entre ele e Carlos sobre a participação do Príncipe William e do Príncipe Harry no funeral da mãe, e reforça a alegação de Diana de que o marido estava “apaixonado pelo seu criado de quarto”.

Em resposta ao livro, o Palácio de Buckingham emitiu uma rara declaração de refutação. “Embora não comentemos livros por princípio, Sua Majestade está ciente de que a dor do luto fraternal pode toldar a razão, afetar o julgamento e colorir a memória de formas que outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda”, lê-se no comunicado.

Questionado sobre qual memória gostaria de reviver com a irmã, Spencer não hesitou. “Todos os melhores momentos eram nós a rir. Tínhamos o mesmo sentido de humor, um humor um bocado, não sombrio, mas bastante incisivo”, contou, acrescentando: “Gostaria muito de rir com ela novamente. Isso seria bom.”

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