No V+ Fama de hoje, o painel de comentadores avaliou a recente decisão do Ministério Público, que ilibou Sérgio Rossi das queixas de violência doméstica, avançando com a queixa do cantor contra a ex-companheira, Ana Rita.
A notícia avançada aqui em exclusivo, foi alvo de análise e focou-se no impacto destas acusações na vida das figuras mediáticas e nos preconceitos instalados na sociedade.
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Marta Aragão Pinto foi a primeira a abordar o tema, destacando o desgaste do artista e a comentadora analisou a fragilidade com que o cantor abordou o assunto: “Isto é muito complicado porque nós vimos aqui um Sérgio massacrado por uma condenação pública. Independentemente dos processos estarem a seguir para tribunal, eles extrapolam depois para fora e a opinião pública condena as pessoas. O Sérgio aqui abre o coração e diz que durante estes dois anos sentiu precisamente isso, (…) que a nível psicológico foram dois anos de massacre”. Marta reconheceu a importância da decisão judicial para a reabilitação da imagem do artista: “Isto já é uma questão de honra. É uma questão de limpar o nome, é uma questão de dignificar a sua pessoa. (…) Aliviado porque no fundo quem de direito arquivou um e deixou seguir outro, portanto isso dá-lhe aqui pelo menos algum alento para ele recuperar aquilo que ele vai conseguir do seu bom nome. Agora, estes dois anos de sofrimento já ninguém lhe tira”.
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António Leal e Silva concordou com a gravidade da situação, mas aproveitou para alertar para o reverso da medalha na atual legislação sobre o crime. O comentador lançou duras críticas ao aproveitamento das leis de proteção: “Isto é duas faces da mesma moeda. Por um lado, é a violência doméstica, que é um crime hediondo e que deve ser combatido de todas as formas. O outro lado, qual é? É que em nome dessa violência doméstica se pode difamar, perseguir e prejudicar pessoas. (…) Criou-se uma lei que é muito ambígua. Qualquer pessoa pode chegar a uma esquadra e dizer que foi vítima de violência doméstica. E depois, até que prove e não prove, isso vem para a praça pública e ao fim dos tempos, mesmo quando a pessoa e os tribunais chegam à conclusão que não há provas, que é mentira e que não houve nada, o nome já lá está”. O comentador foi implacável sobre as consequências a longo prazo: “Uma vez acusado, é acusado para a vida. Ponto. (…) Quando te chamam ladrão uma vez, é ladrão para a vida”.
António Leal e Silva criticou ainda a intervenção de terceiros em casos mediatizados, apontando para as figuras que comentam sem conhecimento de causa, considerando-as “virgens ofendidas” que defendem as causas de forma incorreta. Aproveitou o momento para elogiar a postura de Sérgio Rossi: “Parabéns ao Sérgio por ter coragem, enquanto homem, de assumir que foi vítima de violência, porque a violência doméstica não é só contra as mulheres, também é contra os homens”. Adriano Silva Martins reforçou esta visão, salientando o tabu que envolve as queixas masculinas.
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Cláudia Jacques trouxe detalhes específicos sobre o processo, contextualizando as origens do conflito, que, segundo a comentadora, radicam em questões de ciúmes e manipulação. A comentadora explicou o momento em que o cantor terá agido em legítima defesa: “Ana Rita, mais do que uma vez, aquilo que eu li, pelo menos quatro vezes, foi violenta com o Sérgio Rossi. E ele aguentou essas violências até ao dia em que lhe agarrou num braço e lhe disse: ‘Isto acaba aqui’. Portanto, a única violência que o Sérgio fez foi defender-se e apenas lhe apertou um braço”.
A viagem do cantor a Espanha para recolher provas médicas também foi abordada, com Cláudia Jacques a validar a estratégia face ao escrutínio mediático em Portugal. A comentadora concluiu criticando a conduta da ex-companheira: “Ela foi extremamente manipuladora, foi muito manhosa e quis se vingar de alguma forma do Sérgio e danificar a imagem dele, não se importando com a dela, porque a dela aqui é que sai realmente mal”.