Dez anos sob terror: António Manuel Ribeiro expõe calvário com perseguidora
O desabafo chocante de António Manuel Ribeiro: Dez anos nas mãos de uma 'stalker'
Em entrevista ao podcast da BLITZ, o artista criticou o enquadramento penal português relativo ao crime de perseguição.
António Manuel Ribeiro recordou o calvário que enfrentou ao longo de uma década, período em que foi vítima de perseguição persistente onde, em declarações prestadas no podcast «Posto Emissor», da revista BLITZ – numa das edições recuperadas durante a habitual paragem de verão -, o vocalista e líder dos UHF desabafou sobre a provação vivida e o absurdo das narrativas construídas pela autora do crime: “Vivíamos separados por 35 km, mas ela dizia que eu é que a perseguia na minha rua“.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Leia também: «Casados à Primeira Vista»: Carla Barradas e Diogo Alexandre mostram detalhe da nova casa
O músico explicou que o caminho judicial foi moroso e repleto de obstáculos, encontrando apenas um ponto de viragem quando reuniu provas irrefutáveis da perseguição de que era alvo. “Só quando houve uma testemunha é que finalmente consegui ter um processo“, sublinhou o compositor da emblemática banda de rock nacional, que se aproxima da celebração de meio século de atividade nos palcos.
Para além de relatar a sua experiência individual, o mentor dos UHF teceu fortes críticas à fragilidade da legislação nacional criada para punir esta tipologia de conduta. O artista argumentou que as medidas pecuniárias são ineficazes perante a obsessão deste perfil de agressores: “Em 2015 fez-se uma lei, anémica, que prevê uma multa: um stalker não é multado, tem de ser afastado“.
Leia também: “Tonight Show by Night”: RTP1 aposta em novo programa de comédia com a dupla de “Curral de Moinas”