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Gustavo Santos insurge-se contra o sistema e acusa os media de manipulação

"Indivíduos não pensantes": Gustavo Santos 'ataca' o público "submisso" ao sistema

Ao rebater as acusações de negacionismo, garantiu que as narrativas construídas contra a sua pessoa geram ódio e colocam em causa a sua segurança.

Gustavo Santos recorreu às plataformas digitais para partilhar um longo texto onde visa o panorama jornalístico e reflete sobre os ataques de que tem sido alvo nos últimos tempos. O autor, frequentemente associado a posições controversas e apontado por setores do público como negacionista, manifestou uma profunda revolta em relação ao trabalho dos meios de informação.

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Na abertura da publicação, lamentou o caminho percorrido pelas notícias: “O que se passa, atualmente, com a comunicação social é triste. Mas é perigoso também. Temos uma imprensa que ignora a essência do jornalismo e que vive da raiva e de escândalos porque vende. Eu levo com isto há muito tempo, mas nunca como agora“.

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Ao analisar as consequências deste tratamento informativo, Gustavo Santos sustentou que existe uma estratégia concertada para descredibilizar quem assume posturas dissonantes e, segundo defende, as linhas editoriais respondem a interesses obscuros e acabam por condicionar os cidadãos menos atentos.

Uma boa parte da comunicação social, financiada e comandada por entidades tão secretas quanto obscuras, serve para plantar ideias distorcidas no público acerca de quem desafia o sistema. O público que a consome é, na sua maior parte, composto por indivíduos não pensantes. Ou seja, submissos ao sistema, mas autênticos kamikazes para com quem o ameaça“, escreveu Gustavo Santos.

O comunicador socorreu-se ainda de um paralelo com a adesão massiva a atos médicos sem questionamento prévio, advertindo que o mesmo fenómeno de aceitação cega se aplica aos julgamentos morais que proliferam na sociedade.

Descrevendo o impacto das mensagens repetidas, explicou o mecanismo que conduz à hostilização dos visados: “De mentira em mentira, de descontextualização em descontextualização e através da repetição orquestrada disso mesmo, acontece o óbvio: das mentiras fazem-se verdades e de frases soltas fazem-se convicções inquestionáveis e inflexíveis“.

Rejeitando a imagem pública que se foi sedimentando a seu respeito, o autor demarcou-se das catalogações habituais e garantiu pautar as suas intervenções pela ponderação e pelo afeto familiar: “Hoje, uma boa parte dos portugueses, considera-me anti isto e anti aquilo quando não sou anti nada. Consideram-me perigoso quando sou um brincalhão e um homem que ama ser pai. Olham para mim como um inconsciente quando sou altamente trabalhado por dentro; como irresponsável quando tudo o que afirmo está baseado no que sinto (essa extraordinária habilidade) e estudo“.

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Para Gustavo Santos, as distorções que circulam no espaço público ultrapassaram o debate de ideias e entraram num campo de perigo real, alegando que o ódio virtual tem consequências gravosas no seu quotidiano. Ao retratar o clima de hostilidade com que lida quase todos os dias, rematou: “A narrativa que lhes foi pedida que construíssem, começa a materializar-se no campo da realidade: ofensas, pedidos de prisão, desejo de morte. Isto é real. Não é brincadeira. Diariamente (ou quase) sou réu de um julgamento em praça pública sem provas nem factos“.

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