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‘Dois às 10’: Cristiano Ronaldo incendiou matutino da TVI

Jorge Jesus reforçou a sua autoridade ao dizer que "está para nascer um jogador" que o mande, após 4 vitórias consecutivas à frente da seleção.

A situação de Cristiano Ronaldo na seleção nacional e o silêncio da família foram o tema central da conversa no ‘Dois às 10’ desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026.

O debate no painel de comentadores rapidamente aqueceu, com opiniões divididas sobre o futuro do craque e a conduta do selecionador Jorge Jesus.

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Adriano Silva Martins lançou a discussão sobre a ausência de comentários de Kátia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo. “A Kátia deu uma entrevista uma semana antes do casamento do Cristiano a dizer que ele não se casava este ano”, lembrou o comentador, sugerindo que a empresária podia ter-se afastado para não “levar por tabela”.

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Cristina Ferreira, no entanto, não poupou a irmã do futebolista. “Eu acho que está a ter pura inveja”, atirou a apresentadora. Cinha Jardim concordou que Kátia “ia sempre levar por tabela”, mas considerou que, no dia do seu aniversário, a irmã de Ronaldo preferiu não comentar para não “tirar” o foco da celebração.

Cláudio Ramos foi perentório: “Eu acho que o melhor é eles não comentarem estas coisas do irmão.” Cinha Jardim contrapôs, admitindo que “não foi esse o comportamento delas” ao longo dos anos.

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A conversa virou-se depois para o comunicado de Cristiano Ronaldo e a sua relação com o selecionador. Gonçalo Quinaz questionou se o capitão “sai bem deste comunicado”, ao que Adriano Silva Martins respondeu sem hesitação: “Claro que sim.” Contudo, o comentador acrescentou que, ao ler o texto, se percebe que “o Cristiano queria fazer a seleção e o selecionador reféns da sua vontade”.

Cláudio Ramos interpretou a postura de Jorge Jesus como uma demonstração de autoridade. “Por isso o Jorge Jesus mostrou: tenho-os no sítio, vou fazer aquilo que eu vou fazer”, disse o apresentador. Cristina Ferreira recordou as palavras do técnico, que admitiu ter tido pena de Cristiano Ronaldo não ter entrado em campo depois de aquecer, mas que “o jogo o fez fazer aquilo”.

Gonçalo Quinaz defendeu a decisão do selecionador. “Ele pode ter combinado o que quer que seja, ele é treinador. O jogo está naquele momento a ditar outra coisa”, explicou, sublinhando que Jorge Jesus “pensou no bem da seleção”. O comentador realçou ainda o bom momento do técnico: “E a verdade é que o homem tem 4 jogos, 4 vitórias.”

Cinha Jardim, porém, manteve a sua posição de que o selecionador “errou também”. Cláudio Ramos, por sua vez, considerou que Cristiano Ronaldo “não devia ter agido” da forma como o fez. Cinha Jardim garantiu que o jogador “já disse que está arrependido, se fosse hoje”.

A discussão prosseguiu sobre as implicações financeiras. Cláudio Ramos afirmou que “o Cristiano Ronaldo não ganha este dinheiro da seleção” atualmente. Adriano Silva Martins e Cristina Ferreira levantaram a possibilidade de o jogador “poder ser suspenso” e a apresentadora foi mais longe: “Estão vocês ainda a perceberem que ele não vai voltar a jogar?”

Gonçalo Quinaz reforçou a ideia de que o selecionador “mete a seleção e o resultado à frente” de qualquer jogador, questionando como se pode criticar Jorge Jesus quando este age em prol da equipa. Cristina Ferreira lembrou a frase que, para si, foi a mais marcante do selecionador: “O que doeu foi o Jorge Jesus ter dito: está para nascer um jogador que me vem dizer o que é que eu vou fazer.” Gonçalo Quinaz concluiu que apontar o dedo a Cristiano Ronaldo neste caso “não tem nada a ver” com gostar ou não do jogador, mas sim com a análise de “cada caso é um caso”.

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