Duarte Gomes, antigo árbitro, vai ser comentador desportivo na Media Livre.
A notícia, avançada em exclusivo pelo DIOGUINHO, foi confirmada pelo próprio no domingo, 4 de outubro de 2026, através de uma extensa mensagem nas redes sociais.
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Contou Gomes que a Media Livre “foi o primeiro grupo ligado à imprensa que me apresentou uma proposta de colaboração, na área do comentário desportivo”. A oferta chegou precisamente “no mesmo dia em que tornei pública a minha demissão do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem”.
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Não é a primeira vez que o grupo editorial se cruza no seu caminho. Há uma década, quando pôs fim à carreira de árbitro, a Media Livre já lhe tinha feito uma proposta de trabalho, “no exato momento em que anunciei publicamente a minha saída”. Na altura, optou por um rumo diferente. “Hoje, passados quatro meses, decidi aceitar”, revelou.
O ex-árbitro não esconde a gratidão para com quem sempre esteve ao seu lado, mas atirou-se a quem o critica. “No entanto, vejo que esta opção está a ser criticada por um conjunto de pessoas que, subitamente, parece ter descoberto a importância da ética e dos bons princípios”, escreveu, acrescentando que se trata de “gente que, de repente, quebrou o silêncio dos últimos meses para se pronunciar sobre a opção profissional de alguém”.
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Gomes foi direto ao assunto: “Deixem-me ser muito claro: trabalhar não é vergonha para ninguém”. E explicou o que, para si, é realmente vergonhoso: “Vergonha é ficar, sabendo que há lodo por todo o lado. Vergonha é branquear, fazendo de conta que nada existe e que nada se passa. Vergonha é ignorar, mentir, enganar e abusar, na esperança de que ninguém saiba ou de que nada se prove”.
Para o novo comentador, abraçar um projeto “proposto com transparência e seriedade, é motivo de orgulho para qualquer pessoa de bem. Foi e é motivo de orgulho para mim”.
Garantindo a sua integridade, lembrou que “quem me contratou sabe que nenhuma casa ou registo editorial irá adulterar a minha forma de ser, pensar e estar. Isso está muito claro para todos e nunca poderia ser de outra forma”.
Duarte Gomes deixou ainda um conselho aos seus críticos: “não se preocupem tanto com o mensageiro, mas com a força da mensagem. Foquem-se nos factos, nas evidências, na verdade e, sobretudo, na convicção de que o tempo se encarregará de colocar tudo no seu devido lugar”.
E para finalizar, uma nota de tranquilidade: “E fiquem tranquilos. Está tudo bem”.