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Joana Latino arrasa comunicado de Cristiano Ronaldo: “Fico com muita vergonha”

Joana Latino criticou o comunicado de Cristiano Ronaldo no Passadeira Vermelha, considerando que o jogador perdeu a noção do seu valor atual na seleção.

No seguimento do debate no Passadeira Vermelha sobre a polémica entre Cristiano Ronaldo e o selecionador Jorge Jesus, Joana Latino tomou a palavra para tecer duras críticas ao capitão da equipa das quinas.

Em ‘conversa’ com Liliana Campos, a comentadora não poupou nas palavras para descrever a sua reação ao recente comunicado do jogador.

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A jornalista começou por sublinhar a gravidade das revelações, apontando falhas éticas e morais à exposição pública do conflito. Joana Latino afirmou: “Eu acho que tu disseste esta frase-chave em relação a isto do Cristiano Ronaldo, que é este comunicado só revela coisas que não podiam acontecer e que, se eventualmente acontecem, nós não deveríamos saber que acontecem porque é eticamente errado, moralmente errado.” Levantou ainda a suspeita de que a atitude possa violar as normas internas da Federação Portuguesa de Futebol, questionando os papéis do selecionador, do jogador e do presidente num caso desta natureza.

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A estupefação perante o conteúdo do texto foi evidente durante a intervenção e a comentadora (e jornalista) confessou: “Nem tenho o adjetivo para qualificar o que senti quando li o comunicado, porque, aparentemente, a escolha do selecionador depende da aprovação do Cristiano Ronaldo, o número de jogos e o tempo que ele joga depende do Cristiano Ronaldo e o Cristiano Ronaldo faz tudo bem e as pessoas é que têm que se moldar àquilo que ele acha que é a realidade certa para uma seleção.” Lembrou, de seguida, que o principal objetivo de uma campanha desportiva passa pelas vitórias e pelo rendimento coletivo, deixando os individualismos para segundo plano.

Apoiando a tese anteriormente defendida por Zulmira Garrido, Joana Latino reforçou que no desporto não podem existir promessas intocáveis, uma vez que o jogo é dinâmico e exige constante adaptação à realidade dos noventa minutos. O problema central, segundo a própria, reside na falta de perceção do atleta sobre o seu atual rendimento: “Há alguém que, se calhar, não está a ter noção de que já não tem em campo o valor que tinha há dez anos, há cinco anos.”

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A desconstrução do momento de forma do avançado continuou, com a jornalista a esclarecer que as críticas ao presente não apagam os feitos do passado nem o legado inegável. Contudo, foi perentória na análise: “É estar a dizer que, neste momento, face aos outros jogadores, às outras equipas, a tudo o que está em causa numa competição de futebol, o Ronaldo já não é um jogador extraordinário, porque se fosse, estava a jogar no Paris Saint-Germain, não estava a jogar no Al-Nassr.” Referiu ainda que a presença do capitão nas dinâmicas descritas transforma a seleção nacional numa equipa de dez a jogar para um, em vez de onze a jogar por Portugal.

A finalizar a sua participação sobre o tema, Joana Latino reiterou o constrangimento sentido e criticou o ego demonstrado nas alegadas exigências contratuais ou verbais. A comentadora rematou: “Eu fico com muita vergonha deste comunicado e acho que cai até no ridículo quando aparecem frases como o selecionador tem que ir para a conferência de imprensa e dizer que eu sou o melhor do mundo, que sou o que tira mais selfies, que dá mais autógrafos, que sou o Pelé e o Maradona.”

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