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Laszlo Boloni revela episódios tensos de droga e álcool de Mário Jardel no Sporting

László Bölöni recorda momentos delicados com Mário Jardel no Sporting, incluindo consumos no balneário e tentativas de o ajudar a recuperar.

László Bölöni recordou alguns dos momentos mais delicados que viveu com Mário Jardel durante a passagem de ambos pelo Sporting, entre 2001/02 e 2002/03.

Em conversa com o podcast Vorbitorincii o antigo técnico descreveu o avançado brasileiro como um dos jogadores mais problemáticos que orientou e revelou situações que marcaram o balneário leonino.

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«Os pais dele eram alcoólicos, esse era o verdadeiro problema. Eu colocava a equipa no quadro, com os jogadores presentes, e o médico fazia-me sinal que não era possível porque o Jardel…», contou, levando a mão ao nariz para ilustrar o gesto. «Faziam o teste, para ver se o médico o deixava jogar, e ele testava positivo.»

Bölöni lembrou ainda a tentativa de ajudar o jogador de forma mais próxima. «Uma vez disse-lhe, vou levar-te comigo para o centro de treinos e ficamos trancados em Alcochete. Ficas no teu quarto e eu fico no meu. Falamos, comemos, treinamos», relatou. O técnico explicou que chegou a organizar treinos extra para tentar recuperar Jardel. «O que saía daquele homem era algo terrível. Ao fim de seis dias ele disse-me que não estava bem e que tinha de sair, mas que voltava. Fez uma chamada, apanhou um táxi e desapareceu.»

Mário Jardel representou o Sporting durante o mesmo período em que Bölöni esteve no clube. Na primeira época marcou impressionantes 55 golos em 42 jogos, mas na temporada seguinte falhou 15 das 34 jornadas e terminou com 12 golos em 21 partidas.

Laszlo Boloni revela episódios tensos de droga e álcool de Mário Jardel no Sporting

Há dois meses, Mário Jardel voltou a falar abertamente sobre o seu passado marcado pelo consumo de drogas, sublinhando que essa fase ficou para trás. Em entrevista à Globo Esporte, o antigo goleador de Sporting e FC Porto garantiu que está «limpo» e focado numa vida equilibrada.

«É como matar um leão todos os dias, sem dúvida. Para um viciado, é uma luta diária. Fiz alguns tratamentos, recuperei e estou firme e forte para que os caminhos se abram mais ainda. Eu não tenho vergonha de falar, as pessoas que me conhecem têm a consciência da pessoa que sou, boa. Fazia mal só a mim», afirmou o ex-avançado.

Jardel explicou que encontrou estabilidade na fé e na rotina familiar. «Sou um homem de casa, igreja, fortalecendo-me em Deus para afastar as pessoas que não merecem estar perto de mim. Levo uma vida bem familiar. Faço os meus eventos fora do Brasil, com jogos amigáveis. Recebo bastantes convites, até porque tenho de pagar contas. Já não ganho um salário milionário», disse.

Sobre o passado, assume que não guarda memória da última vez que consumiu cocaína. «Eu tenho muita fé em Deus. Por tudo que eu fiz de errado, eu poderia estar morto, mas sou um cara abençoado», resumiu.

Curiosamente, a passagem pelo Big Brother da TVI, em 2022, acabou por ter um impacto positivo. «Foram dois meses trancado, zero álcool. Só me fortaleceu, foi bom para mim e para a minha imagem, saí muito bem-visto. Fiquei em quinto. A minha mãe faleceu uma semana antes da final, foram avisar-me e eu não saí, porque conheço-me e poderia entrar em depressão», confessou.

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