Maria Craveiro, ex-concorrente da “Casa dos Segredos 8”, foi uma das muitas figuras que marcou presença este domingo, dia 11 de janeiro, em Leiria, para o último adeus a Maycon Douglas.
Horas depois das cerimónias fúnebres, e visivelmente tocada pela tragédia, a jovem utilizou as suas redes sociais para partilhar um texto carregado de emoção e revolta, onde reflete sobre a fragilidade da saúde mental e a dura realidade de quem participa neste tipo de formatos televisivos.
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Recordando a sua própria experiência, Maria começou por evocar a nostalgia dos tempos de confinamento, onde, apesar das guerras, existia um sentimento de proteção: “Mais ou menos há 1 ano atrás, éramos 22 pessoas felizes dentro de uma ‘casa’. Havia discussões, dinâmicas, guerrinhas, mas no final de contas éramos todos cordiais (…) À parte de tudo, nós fomos felizes de verdade ali”, escreveu.
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No entanto, o foco da mensagem dirigiu-se rapidamente para o abismo que muitos sentem quando as luzes se apagam, validando um receio que a própria sentiu na pele: “Disse muitas vezes sentada naquele confessionário, em lágrimas, que o meu medo era sair de lá. Queria lá ficar fechada para sempre porque tinha medo do que me esperava cá fora. E tinha razão”, confessou, classificando o mundo como “muito cruel” e “injusto“.
Maria Craveiro não poupou críticas à indústria e à forma como os concorrentes são deixados à sua sorte após a exposição mediática: “É preciso força para entrar numa experiência destas e acarretar com as consequências que daí vêm: enfrentar o mundo real desamparados, sem qualquer tipo de apoio”, denunciou.
A ex-concorrente descreveu o ciclo vicioso da fama instantânea como uma “montanha-russa”, onde a adoração dá lugar ao esquecimento num piscar de olhos.
“É preciso força para lidar com a ilusão das coisas boas (…) As amizades que eram para a vida e afinal não o são, as relações que iam ser para sempre e afinal não o foram, as expectativas de que a vida ia mudar imenso e, afinal, não mudou porra nenhuma”, desabafou com crueza.
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Num apelo direto à consciência de quem a lê, Maria incentivou a procura de ajuda e a aceitação da vulnerabilidade: “É preciso pedirmos ajuda quando não a encontramos, assumirmos as nossas fraquezas (…) e, se for preciso, deitarmos a toalha ao chão”, aconselhou.
O texto termina com um pedido de empatia e uma frase que ecoa como uma homenagem dolorosa a Maycon e a todos os que sofrem em silêncio: “Odeiem menos as pessoas (…) Que ninguém neste mundo precise de ir procurar a sua paz a outro lugar qualquer”, rematou Maria Craveiro.