Marisa Pires acusa TVI de lucrar com nomeações de Pedro Jorge: “Uma vergonha autêntica”
Marisa Pires desiludida com Cristina Ferreira e produção: "Perdem a credibilidade toda"
Revoltada com a gestão das votações e com as insinuações sobre a vida familiar do companheiro, a ex-concorrente garante que não volta aos programas do canal.
A relação entre Marisa Pires e a produção do «Casa dos Segredos – Desafio Final» atravessa uma fase de grande rutura. Em causa está um conjunto de decisões e atitudes direcionadas a Pedro Jorge, que, segundo a empresária da Covilhã, têm servido para gerar elevados fluxos financeiros à custa dos mecanismos de votação do programa. Face ao cenário, a ex-concorrente anunciou que rejeitou os convites para marcar presença nos espaços diários da TVI e dirigiu duras críticas a Cristina Ferreira por considerar que existiu uma quebra de respeito.
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O ponto de rutura aconteceu durante a emissão do «Especial» de segunda-feira, 15 de junho, momento reservado para a revelação da lista definitiva de nomeados onde, com as presenças de Sara Jesus e de Bruno Simão, já asseguradas na lista de riscos, verificou-se um empate técnico entre João Ricardo, Pedro Jorge e Leandro Martins. Perante o impasse, o soberano da casa interveio: “Chegou o momento do desempate porque apenas um dos três ficará efetivamente nomeado“. Na votação rápida entre os habitantes da casa, o concorrente da Covilhã recolheu quatro votos, o companheiro de Marisa somou dois e Leandro Martins não obteve qualquer voto.
Apesar de a premissa inicial indicar que apenas o concorrente mais votado partilharia a situação de risco, Cristina Ferreira anunciou que Pedro Jorge também integraria o lote de nomeados para a gala de domingo. A decisão deixou Marisa Pires revoltada. “Está a ser uma vergonha autêntica. Se anunciaram que era um nomeado, porque é que, no final, foram dois. Perdem a credibilidade toda. Então a Voz diz que é um nomeado e a Cristina depois diz que são dois? Meteram o Pedro no pacote porque a produção ganha com isso, como é óbvio. Eles querem é ganhar dinheiro e encher os bolsos para poderem pagar o prémio final porque se fizeram questão de dizer que era um nomeado, o nomeado que estava era o João Ricardo. Nunca podiam incluir o Pedro“, reagiu a empresária em declarações exclusivas à TV 7 Dias.
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Na ótica de Marisa Pires, a inclusão do companheiro obedeceu puramente a critérios de rentabilidade. “Se fosse a estar um Leandro nomeado e um João Ricardo, só iria o João Ricardo. Nesta situação, como estava o Pedro e o João Ricardo, aproveitaram e meteram os dois“, apontou, reforçando a ideia de que a máquina comercial do programa depende da mobilização dos apoiantes de Pedro Jorge: “Eles até podem ter metido o Pedro por engano, mas, nesse mesmo dia, eles ganharam muito dinheiro com o Pedro. Eles sabem muito bem onde é que vão buscar o dinheiro de votos. Eles têm noção de quais são os concorrentes que lhes dão mais a ganhar em termos de votos. Eles não fazem nada por acaso. […] O Pedro ajuda com a entrada de muito dinheiro para a produção a nível de votos“.
Para sustentar a afirmação, a empresária revelou os valores movimentados na semana em que Afonso Leitão foi expulso do jogo, indicando que, num espaço de quatro dias, as duas equipas de apoio investiram cerca de 7700 euros em plataformas de votação: “Quando ele foi salvo com 59%, nós metemos cerca de 11 packs e a outra team outros 11, portanto 22 no total. Mas as pessoas também votam individualmente“.
As críticas estenderam-se à postura adotada por Cristina Ferreira durante as galas de domingo, concretamente no que toca às piadas sobre o comportamento do concorrente no seio da casa. “Há muitas outras coisas que não gostei ao longo do programa. O facto de saberem que o Pedro tem namorada cá e tem filhos, tem uma família, andarem sempre a insinuar que ele tinha algum interesse em alguém… não gostei“, lamentou Marisa, recordando um comentário da apresentadora quando o companheiro partilhava o sofá com outra colega: “Quando a Cristina, em plena gala, estava o Pedro a conversar com a Ana no sofá, e disse ‘não me diga que está a sentir outra vez borboletas’ fica feio porque sabendo que, cá fora, tem uma mulher e sabendo de toda a história, foi muito desagradável essa saída da Cristina e quem sente é quem está cá fora“.
A companheira de Pedro Jorge esclareceu que a postura inicialmente associada ao concorrente fez parte de um planeamento prévio. “O Pedro tinha o rótulo de pinga amor no nosso programa, mas foi uma estratégia que nós levámos e as pessoas sabiam que tínhamos levado essa estratégia para protegermos o nosso segredo, foi uma estratégia que combinámos antes de entrarmos na casa“, explicou, criticando a insistência dos comentadores e da equipa técnica em explorar esse filão: “As pessoas aproveitaram o rótulo que ele tinha na Casa dos Segredos para levar muito mais além e deitarem o Pedro abaixo com essa situação. É uma vergonha. A própria produção e a própria Cristina não deviam fazer, tal como muitos comentadores. Fica-lhes muito mal porque nesta edição já sabem que o Pedro tem família, tem mulher e tem filhos, e foi uma falta de respeito o que andaram a fazer durante toda esta edição do Desafio Final para com o Pedro e para comigo e para com os meus filhos. […] Eu exijo mais respeito da produção em relação às pessoas que o Pedro tem cá fora. Faltaram-me muitas vezes ao respeito a insinuarem coisas. A eles dá-lhes jeito insinuarem estas coisas para as audiências deles. Eles não querem saber quem é que está cá fora, quem é a mulher do Pedro, se o Pedro tem filhos. O que querem é passar por cima de tudo e de todos e ganharem audiências com isso“.
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Outro motivo de desilusão prendeu-se com a conduta da Voz, após uma falha técnica na transmissão ter exposto um diálogo privado mantido no confessionário no dia 7 de junho pois, na gravação áudio difundida acidentalmente, João Ricardo comentava que os concorrentes iriam concentrar as nomeações em Pedro Jorge devido ao seu aniversário, tendo recebido como resposta do soberano a frase: “Ai coitadinho, faz anos“. A reação de Marisa Pires foi de profunda surpresa. “Foi muito triste ouvir aquilo porque eu tinha a Voz como uma pessoa respeitosa, uma pessoa com muita sabedoria, uma pessoa que sabe falar e que é imparcial e que nos ajuda em todos os momentos. Eu pensava que era assim para toda a gente e, quando eu ouvi aquele Confessionário com o João Ricardo, não me parecia a Voz que eu conhecia dentro da casa. Com um à vontade, com um palavreado diferente. Eu vi que ali algo se passou de estranho“, considerou.
A empresária mencionou ainda suspeitas de favorecimento informativo a João Ricardo, recordando um episódio de maio quando visitou a casa em conjunto com Fábio Pereira: “Na gala em que eu ia à casa, o João Ricardo, de manhã, vai para dentro da casa, quando sai do Confessionário, a dizer que sabia, pela produção, que iam pessoas à casa nesse dia. Inclusive oiço uma Liliana a dizer ‘não me diga que é a Marisa que cá vem’. Portanto, o João Ricardo sabe de muitos assuntos que não devia saber. Ele não adivinha as coisas“.
A rutura formal com a estação de Queluz de Baixo consumou-se no dia 10 de junho, data em que a jovem recusou participar no programa «Diário». “Não gostei da falta de respeito que tiveram para comigo. Não gostei da situação de passarem dos limites. Tudo bem que os concorrentes podem dizer o que tiverem que dizer, mas quando tocam nos meus filhos eu viro leoa. Isso é certinho direitinho“, justificou, apontando declarações de Liliana Oliveira na casa sobre as competências parentais de Pedro Jorge: “A verdade é que a partir do momento em que vejo uma Liliana a dizer que o Pedro não era bom pai, isso é muito grave. Eu falei com a produção, disse que não podiam permitir que isso acontecesse, mas, já que permitiram que saísse cá para fora ela a dizer isso, eles tinham também que passar as imagens lá para dentro para que o Pedro se pudesse defender”. Marisa Pires assegura que tentou obter esclarecimentos junto da Endemol, mas acabou por ser ignorada: “Não obtive resposta, nem por mensagem nem por chamada“.
O descontentamento com a gestão das discussões internas na casa mais vigiada do país estendeu-se aos confrontos verbais entre João Ricardo e o seu companheiro, onde o nome de Diogo Alexandre foi evocado.
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“O João Ricardo está sempre a falar do assunto que se passou na nossa casa, na piscina. Ok, ele tem todo o direito para o fazer se achar que é assim que desestabiliza o Pedro. A partir do momento em que o Pedro chama outro assunto para se defender, o de ele ter feito bullying com o Diogo Alexandre, o João Ricardo fez questão de dizer para não tocar no nome do Diogo Alexandre porque não estava lá para se defender. Então e ele pode falar na mulher e eu não estou lá para me defender? Tem que haver limites e eles têm que ser chamados à atenção no Confessionário“, concluiu a empresária, assegurando que a TVI não voltará a contar com a sua presença nos ecrãs até à gala final, agendada para sexta-feira, 26 de junho.