O responsável da estação de Queluz de Baixo conversou com Mónica Jardim sobre as capacidades técnicas e criativas de Portugal no setor audiovisual.
O Palácio Nacional de Queluz acolheu a semifinal dos International Emmy Awards, um momento que reuniu diversos profissionais do setor televisivo e, à no evento, José Eduardo Moniz esteve à conversa com Mónica Jardim na passadeira vermelha, onde abordou a relevância estratégica da iniciativa para o mercado audiovisual português e para a internacionalização dos projetos desenvolvidos no país.
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A apresentadora da emissão começou por sublinhar que esta não é a primeira vez que o território nacional acolhe uma semifinal da prestigiada organização, questionando o responsável sobre o peso dessa escolha. “Muito importante porque divulga, é uma oportunidade boa para nós divulgarmos as capacidades que o país tem e que a nossa atividade em concreto também tem“, explicou o diretor-geral da TVI, manifestando total confiança no talento nacional. “Porque de facto, se olharmos para as capacidades técnicas e de criatividade que existe em Portugal, nós as podemos sombrear com qualquer outro país. E portanto, somos um polo atrativo para produção e nós queremos apostar nisso. Por alguma razão, a TVI e a Plural também se associam como sponsors deste evento“, justificou.
Interrogado sobre a perceção que os observadores internacionais têm demonstrado em relação às novelas e séries produzidas em Portugal, o responsável máximo do canal da Media Capital confirmou um crescimento no interesse global.
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“Bom, eu acho que há uma progressiva curiosidade relativamente àquilo que fazemos, mas há uma afirmação que eu posso fazer categoricamente, é que hoje em dia já perceberam que Portugal de facto é um bom local para fazer produção, porque, como eu disse há pouco, tem talento, tem paisagem, tem cultura e tem capacidade técnica a um preço altamente competitivo. Portanto, nós de facto somos hoje uma referência para quem quer fazer produto bom e a preço conveniente“, defendeu, o diretor geral da TVI.
Mónica Jardim recordou os sucessos anteriores da estação de Queluz de Baixo na competição, nomeadamente a conquista de dois troféus no passado, incluindo a distinção atribuída à telenovela “Meu Amor” em 2010 e, questionou se a gala final, agendada para o próximo mês de novembro em Nova Iorque, trará um novo galardão para a ficção nacional. “Vamos ver, não me quero comprometer com nada disso“, reagiu com cautela, José Eduardo Moniz. “O que eu sei é que em setembro, no final de setembro, serão conhecidos os quatro finalistas de cada uma das categorias que estiveram em análise ao longo destes meses todos. E portanto, nessa altura, saberemos se alguma portuguesa estará envolvida nisto“, explicou, rematando o tema antes de receber os agradecimentos da jornalista na passadeira.