A estratégia das principais equipas nacionais passava por potenciar os seus atletas no torneio, mas a maioria somou pouca preponderância no terreno de jogo.
O planeamento das principais equipas portuguesas com a representação no Mundial 2026 passava pela valorização dos seus ativos, com o intuito de alcançar encaixes financeiros mais elevados no mercado de transferências. Contudo, a realidade demonstra que, dos 32 atletas convocados a partir do campeonato nacional, a minoria conseguiu assumir um papel preponderante e ganhar cotação internacional.
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No panorama do FC Porto, Diogo Costa surge como o elemento que mais recolheu unanimidade nas exibições, abrindo a porta a que a administração azul e branca venha a lucrar com este incremento de mercado. O canadiano Eustáquio, que assinou o golo decisivo para o apuramento da sua seleção, também se colocou na montra para atrair potenciais interessados. Os dragões mantêm o propósito de negociar o médio, depois de este ter sido cedido a título de empréstimo na última temporada e, em sentido inverso, o avançado Deniz Gül despediu-se cedo da competição devido à eliminação da Turquia na fase de grupos, tendo somado apenas 35 minutos de utilização em duas partidas como suplente.
Alvalade também contabiliza um saldo aquém das expectativas iniciais. O central Diomande registou uma participação fugaz, alinhando em apenas uma partida pela já eliminada Costa do Marfim. O belga Debast tem passado de forma anónima, sem dispor de qualquer minuto de utilização, um cenário idêntico ao dos internacionais portugueses Rui Silva e Gonçalo Inácio. Na Seleção Nacional, Trincão não foi além do estatuto de suplente utilizado.
A exceção mais evidente na estrutura leonina pertence a Maxi Araújo, que chegou a ver o seu nome associado ao Chelsea, apesar de o Uruguai ter desiludido ao cair na fase de grupos.
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Esta eliminação precoce acabou por afetar a visibilidade de Zalazar pois, na seleção da Colômbia, Luis Suárez assegurou a titularidade, mas fechou a fase de grupos sem faturar e sob o escrutínio da crítica local. O avançado esteve referenciado como um possível trunfo na corrida eleitoral do Fenerbahçe, mas a derrota do candidato Hakan Safi nas urnas reforçou a convicção do Sporting em manter o dianteiro na época 2026/27.
Na Luz, o cenário repete-se com Richard Ríos, ao serviço da Colômbia, e Schjelderup, na seleção da Noruega, a falharem o estatuto de primeiras opções. O extremo oposto na rota das águias foi assumido por Aursnes, totalista em três compromissos da formação norueguesa e o elemento com maior exposição na prova. O bósnio Dedic despediu-se cedo da competição, mas manteve-se sempre nas escolhas iniciais. Lukebakio somou apenas uma partida pela Bélgica, ao passo que Tomás Araújo assumiu a titularidade no desafio com a RD Congo, perdendo a vaga no onze de Portugal assim que Rúben Dias recuperou a condição física.
Fora da esfera dos três grandes, o central do SC Braga, Lagerbielke, somou presenças nas quatro partidas da Suécia, cumprindo a totalidade dos minutos até à eliminação frente à França e, este desempenho constitui um indicador positivo, a par da prestação dos futebolistas cabo-verdianos distribuídos por sete emblemas do campeonato nacional, com o guarda-redes Vozinha, do GD Chaves, a assumir o principal protagonismo.
O torneio serve igualmente para os departamentos de prospeção nacionais delinearem alvos de mercado. O colombiano Puerta, titular na formação que assegurou a liderança do Grupo K, integrou a lista de observações do FC Porto. Já o internacional japonês Nakamura, que faturou na prova, esteve sob avaliação por parte da estrutura do Benfica.
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