Em entrevista a Daniel Oliveira no programa «Alta Definição», o internacional português recordou a exigência de conciliar os relvados com as primeiras semanas de vida do filho.
A passagem de Gonçalo Ramos pelo programa «Alta Definição», exibido este sábado na SIC, revelou o lado mais intimista e vulnerável do futebolista de elite onde, em conversa com Daniel Oliveira, o avançado do Paris Saint-Germain abriu o coração sobre a maior mudança da sua vida pessoal: a chegada do filho, Bernardo. Contudo, o atleta não escondeu que o estatuto profissional lhe exigiu sacrifícios duros num momento de extrema delicadeza familiar.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
“A paixão está lá, eu só sinto que é uma profissão quando me priva de alguns momentos especiais e únicos. Por exemplo, o meu filho nasceu, eu estive com ele no dia em que nasceu porque o míster Rui Martínez me deixou sair do estádio e depois só o vi quando ele tinha cinco ou seis semanas“, revelou o jogador, lembrando que os compromissos na Liga das Nações e no Mundial de Clubes o obrigaram a afastar-se de casa. Devido à logística complexa de um recém-nascido e do pós-parto, a mulher, Margarida, não o pôde acompanhar, o que deixou Gonçalo Ramos numa situação de solidão no hotel enquanto os colegas desfrutavam das suas famílias nos tempos livres: “Eu ficava no hotel sozinho, ou com mais um ou dois, mas fechado, ia todo no quarto“.
Leia também: Das ruas de São Vicente ao estrelato mundial: A história por trás da alcunha de Vozinha
Para atenuar a distância, o avançado recorria a contactos diários, embora reconheça as limitações da tecnologia. “Eram chamadas, tentava sair às vezes com os outros jogadores com quem eu me dou bem, estava com as famílias deles. Mas sabe sempre a pouco. Eu fazia uma chamada com a Margarida, mas ela tinha que ir alimentar o Bernardo, ela tinha que tratar não sei o quê, e não é o mesmo. É um bebé recém-nascido, por chamada não dá para tocar, não dá para sentir“, lamentou.
Apesar da barreira geográfica que se seguiu, o momento do nascimento ficou gravado na memória do atleta como uma experiência avassaladora, superando qualquer pressão sentida dentro das quatro linhas. “Foi o melhor momento da minha vida. Fiquei nervoso. […] Muito mais [do que num penálti], muito mais. Estava superstressado e até porque nos primeiros quatro ou cinco segundos ele não chorou. E eu estava em pânico. […] Depois ele lá chorou. E aí é que me deu aquele alívio. E aí abracei a Margarida, depois fui ao Bernardo“, recordou com detalhe.
Ser pai jovem sempre foi uma meta para o futebolista de 24 anos, que cresceu com esse plano em mente. “Desde que sou pequeno sempre disse que queria ser pai jovem, se a vida se proporcionasse assim. Tive a oportunidade de encontrar a pessoa certa, de ter condições para o fazer. Pronto, e agora está cá o Bernardo e nos próximos anos certamente virão mais“, concluiu, assegurando que o sorriso do filho tem o poder de relativizar qualquer frustração desportiva no seu quotidiano.
Tânia Laranjo expõe choque com crime da madrasta que matou enteada: “Matou por ciúmes”