“O que aconteceu ao dinheiro, ao espólio, às obras de arte?”: Cláudia Jacques questiona herança de Pinto da Costa
Comentadora recorda que Alexandre Pinto da Costa esteve presente na vida do pai, incluindo durante a doença, e que o afastamento temporário teve origem em questões profissionais
O programa V+ Fama continuou a acompanhar a polémica em torno da herança de Jorge Nuno Pinto da Costa.
Na mais recente emissão, Cláudia Jacques entrou em direto a partir do Porto para comentar o comunicado emitido pela viúva do antigo presidente do Futebol Clube do Porto, Cláudia Campo, e esclarecer os desenvolvimentos do processo movido por Alexandre Pinto da Costa.
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Questionada por Adriano Silva Martins sobre as reações de fontes próximas ao caso, a comentadora desvalorizou o comunicado da viúva e sublinhou a importância da decisão judicial recente. “A novidade é apenas dizer que o Tribunal da Relação, efetivamente, chegou à conclusão que havia matéria suficiente e importante para a averiguação”, afirmou.
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Cláudia Jacques explicou que, se na primeira instância parecia existir uma decisão favorável à parte contrária, agora percebe-se que há espaço para investigação, sendo esse o principal objetivo do filho do ex-dirigente desportivo: “Aquilo que se pretende aqui é apenas apurar a verdade. Esta é a intenção do Alexandre desde o início. E aquilo que é óbvio que qualquer filho gostaria era de saber o que é que aconteceu ao dinheiro, ao espólio, às obras de arte, aos relógios, a tudo que desapareceu”.
Sobre o facto de o processo visar Cláudia Campo, a comentadora considerou a situação expectável, uma vez que era a pessoa que acompanhava Pinto da Costa nos últimos anos. Contudo, deixou um conselho: “Se a Cláudia considera que é inocente nisto tudo, não tem nenhuma culpa no desaparecimento de dinheiro e de bens, então também tem aqui uma ótima oportunidade para saber a verdade e se defender”.
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O comunicado de Cláudia Campo acusava Alexandre Pinto da Costa de apenas se ter lembrado do progenitor no fim da vida, algo que Cláudia Jacques fez questão de rebater frontalmente.
A comentadora recordou que Alexandre foi filho único durante muitos anos e que o afastamento temporário se deveu a questões ligadas ao futebol. “A situação que levou ao afastamento dos dois foi por uma questão profissional, teve a ver com as pessoas que rodeavam o Pinto da Costa”, frisou, acrescentando que o ex-presidente portista chegou a viver em casa do filho e da nora bastante tempo. “Nos tempos em que ele esteve realmente doente, o Alexandre voltou a estar com o pai, era visita diária na CUF e depois em casa”, rematou, criticando a tentativa de reduzir uma vida inteira a apenas alguns anos de distanciamento.
No que diz respeito ao apuramento do destino das verbas e ao alegado esvaziamento das contas bancárias, Cláudia Jacques salientou que apenas instâncias superiores poderão ter acesso aos dados concretos das transferências e dos cheques emitidos.
Em relação à postura das duas partes no processo, destacou a diferença de estratégias adotadas. Enquanto Alexandre Pinto da Costa e os seus advogados optaram por manter o silêncio e “deixarem o processo correr e serem os tribunais a decidirem”, a viúva optou por emitir um comunicado para tentar defender-se na praça pública ainda antes do julgamento.