Rui Malheiro, conhecido comentador da RTP, revelou este sábado, 8 de agosto de 2026, ter sofrido um AVC.
O problema de saúde, contou através do Instagram, foi uma consequência direta do ritmo frenético de trabalho que manteve nos últimos meses.
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O jornalista mergulhou numa intensa “operação Mundial” que consumiu um mês e meio da sua vida. Antes disso, abril e maio foram dedicados a “desmontar 47 seleções, uma a uma, sem atalhos”, somando “quase setenta programas na RTP”. Malheiro admitiu o custo: “Eu sabia o preço. Escrevi-o a mim próprio várias vezes e várias vezes não o li. Ou fingi não ler. A adrenalina tem esse dom perverso”.
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A adrenalina, atirou o comentador, “anestesia, e ao anestesiar convence-nos de que não temos 49 anos, de que temos uma reserva infinita para aguentar madrugadas e não dormir”. Os primeiros sinais apareceram quando, sentiu, “com a adrenalina a descer como a maré, que o corpo estava a pedir a conta”. Sentiu “uma picada no joelho, outra no braço, e adormeci depressa”, interpretando o aviso como mero cansaço. Contudo, a verdadeira revelação surgiu ao acordar: “Acordei com o lado direito estranho”. Durante um direto para a ‘Antena 1’ às 7h50, percebeu que, embora “as ideias estavam todas lá, arrumadas, no sítio; a voz é que vinha arrastada, como se alguém tivesse baixado a velocidade do gira-discos. Percebi o que estava a acontecer”.
Mesmo assim, tentou negociar com a Débora para só ir ao hospital depois de gravar o último episódio do podcast da Tribuna, às 10h30. Felizmente, lembrou, “há em casa um bom senso que perco ao querer cumprir tudo à risca. E o Zé, sempre o Zé, porque era preciso superar três lanços de escadas”.
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O diagnóstico foi claro: “Foi um AVC. Excesso de trabalho e uma (hiper)tensão arterial em números que não se dizem à mesa”. Malheiro garantiu que sobreviveu “sem perder a consciência um segundo que fosse e com a base de dados cerebral intacta, o que, para quem vive de organizar e arrumar informação, era metade da batalha”. Dez dias depois, estava em casa, apesar de um “acidente hospitalar complicado que só acontece a uma pessoa em cada milhão. Aconteceu-me”.
Agora, Rui Malheiro dedica-se à “reabilitação”. Deixou uma palavra de apreço aos profissionais de saúde que o acompanharam, e prometeu: “Volto devagar”.