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Luís Torres, o polémico dono do Elefante Branco, morre após doença… e deixa escândalo milionário!

O empresário, que se gabava dos lucros da prostituição, estava em prisão preventiva antes de ser transferido para o hospital...

Luís Torres, o empresário por trás do polémico clube noturno Elefante Branco, morreu esta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, num hospital em Lisboa.

O seu estado de saúde, fragilizado por um cancro no pulmão em fase avançada, já o tinha levado a ser internado em setembro de 2026, na sequência de convulsões.

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Torres era o principal visado numa acusação grave, que o apontava como o cabecilha de uma rede de lenocínio, branqueamento de capitais e tráfico de pessoas para exploração sexual. Este esquema operava não só no Elefante Branco, mas também em espaços próximos, como a pensão ‘Classe A’. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) detalhou que, entre 2019 e 2025, mais de 500 mulheres terão sido exploradas, praticando atos sexuais a troco de dinheiro.

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O Ministério Público sustenta que os arguidos acumularam verdadeiras fortunas com esta rede de prostituição. Luís Torres, em conversas com amigos, não escondia a satisfação com os lucros. Numa delas, em novembro de 2024, atirou: “Estive na Judiciária por causa de um pagamento de 400 euros, eles andam a investigar isso. Se a investigação fosse por 40 mil ou 400 mil é que se percebia. A pensão dá dois milhões por ano e pagas 30 euros por hora”.

O processo judicial envolve ainda mais onze arguidos, incluindo a namorada de Luís Torres. A acusação revela que Torres disponibilizava catálogos de mulheres a clientes, entre os quais se encontravam jogadores de futebol, empresários e até elementos das forças policiais. Nas contas das empresas que detinha, foram movimentados mais de 22 milhões de euros entre 2019 e 2025.

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Apesar do cancro do pulmão avançado, com metástases noutros órgãos e um “prognóstico muito reservado a curto/médio” prazo, o empresário esteve em prisão preventiva em julho de 2025. Passou grande parte desse período no Estabelecimento Prisional de Lisboa, até ser transferido para o Hospital-Prisão de Caxias em abril de 2026, devido à degradação do seu estado de saúde e à necessidade de tratamentos médicos.

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