Pedido de socorro? Marcelo Palma recorda chamadas diárias de Maycon nos últimos meses
O agente funerário confessou que, desde setembro, Maycon ligava-lhe quase todos os dias quando estava em Lisboa. Marcelo questiona agora se era apenas vontade de companhia ou um grito de ajuda.
A entrevista de Marcelo Palma no programa Dois às 10 trouxe novos dados sobre as circunstâncias que antecederam a morte de Maycon Douglas.
Pressionado por Cláudio Ramos e Cristina Ferreira para ajudar a entender o contexto daquela noite fatídica na Nazaré, o amigo próximo admitiu que o cenário não era de total harmonia.
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Marcelo começou por explicar que o alerta soou cedo entre o grupo de amigos da Nazaré, pois quem conhecia as rotinas de Maycon percebeu que algo estava errado. O convidado revelou que a noite de 30 de dezembro fugiu à normalidade: “As pessoas da Nazaré, ou seja, o melhor amigo sabia mais ou menos como é a noite e já calculava que algo pudesse ter acontecido. Começou a ficar assustado. Honestamente, eu não queria entrar em detalhes, porque eu também não estive presente. É público que na noite de dia 30 não foi uma noite normal, que pode ter havido um ou outro atrito com algumas pessoas próximas e isso, não sei se pode ser a justificação. Não sei.”
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Cristina Ferreira tentou perceber se, para além dessa noite específica, existiam indícios anteriores de mal-estar psicológico, uma vez que a imagem de Maycon era a de alguém imperturbável e “zen”. Marcelo Palma partilhou então uma mudança de comportamento que notou nos últimos três meses de vida do amigo: “A mim não deu indícios. É o que eu digo, se realmente o Maycon nestes últimos 3 meses, ou seja, a partir de setembro, que acho que foi esse momento quando ele começou a estar com a rapariga com quem estava, me ligava muitas vezes. Aliás, quase todos os dias, porque também passava muito tempo em Lisboa. Se se calhar poderia ser uma chamada de atenção, queria companhia, não sei.”
O choque da perda é amplificado pela personalidade solar que Maycon sempre demonstrou. Marcelo confessou que ninguém estava preparado para este desfecho, muito menos tratando-se de alguém tão ativo e alegre: “Acho que foi o choque para a maior parte das pessoas. E a boa disposição dele, a alegria, acho que ninguém estava preparado. Há bocado estava a falar isto ali fora e é curioso, porque não estávamos preparados para ninguém que tivesse entrado no reality show, mas muito menos o Maycon, porque era uma pessoa mesmo muito alegre, muito bem disposta.”
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Questionado sobre se acredita na tese de acidente ou prefere-se outra explicação, Marcelo Palma admitiu que ainda está na fase da negação, optando por se focar em manter a memória do amigo viva através das recordações digitais: “Eu não acredito ainda. O que eu quero que permaneça para mim são as memórias. Eu digo muito isto: eu não me assusto a ver as coisas que tenho com ele, vídeos, fotografias, porque acho que é uma maneira de torná-lo vivo. Não está vivo, mas eu quero que ele continue presente. É só isso, quero continuar a sentir esta presença.”