Portugal: Sabia que o nosso esforço nos combustíveis é maior que o de Espanha, apesar do pacote mais caro?
Descubra as medidas de Lisboa, Berlim, Paris e Madrid para conter a subida dos preços...

Os portugueses nunca pagaram tanto por combustível. Perante a escalada dos preços, os governos europeus têm procurado soluções para aliviar a pressão nos orçamentos familiares e empresariais.
A maioria dos países optou por intervir diretamente nos preços, cortando no imposto especial e no IVA. Não é por acaso: a carga fiscal representa a maior fatia do valor final, com o restante a dividir-se entre o custo do produto, refinação, transporte e a margem do retalhista.
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Em Portugal, o governo avançou em março de 2026 com um desconto no ISP. Esta medida compensa o valor extra de receita de IVA que o Estado arrecadaria com a subida dos preços, resultando num efeito fiscal neutro. Além disso, o executivo decidiu apoiar setores específicos e reforçar o rendimento de famílias e pensionistas, através da redução do IRS e de um bónus extraordinário. No total, o governo estima que as ajudas atinjam os 2.300 milhões de euros.
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A Alemanha, por sua vez, reforçou recentemente o seu pacote de medidas, avaliado em 2.500 milhões de euros. A partir de 1 de outubro de 2026 e até ao final de 2026, os consumidores sentirão menos 17 cêntimos por litro, graças a um corte direto no imposto sobre a energia. É o mesmo valor do desconto que esteve em vigor entre maio e junho de 2026. O governo alemão também isentou de impostos prémios até 1.000 euros pagos a trabalhadores. Para combater a volatilidade, o executivo limitou as subidas de preço a uma por dia. E a intervenção pode não ficar por aqui: Berlim pondera fixar um preço máximo para a gasolina e o gasóleo em 2027, à semelhança do que fez a Bélgica.
Já em França, a aposta recaiu em apoios direcionados. O governo francês decidiu concentrar as ajudas em setores como a agricultura, pescas e construção, medidas que se mantêm ativas até ao final de 2026.
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Espanha foi pioneira ao descer o IVA de 21% para 10%, desafiando as orientações de Bruxelas, mas repôs a taxa em julho de 2026. De seguida, avançou com um corte no imposto sobre combustíveis: 20 cêntimos por litro no gasóleo e 5 cêntimos na gasolina. Com um pacote de 5.000 milhões de euros, Espanha apresenta o plano mais dispendioso. Contudo, em percentagem do PIB, o esforço de Portugal é consideravelmente maior.