Rute Sousa defende Israel com declarações polémicas na NOW: “Fazia um genocídio em 8 horas”
"ir à guerra da Ucrânia a dizer..." Rute Sousa 'ataca' jornalistas militantes do PCP
A influenciadora abordou a sua experiência no Médio Oriente e rejeitou a narrativa do genocídio na Faixa de Gaza.
A polémica que envolve a viagem de influenciadores digitais a Israel esteve em destaque no «Jornal à Hora de Almoço» do canal NOW, onde a jornalista Marisa Caetano Antunes recebeu Rute Sousa. A criadora de conteúdos, que aceitou o convite do Estado israelita, aproveitou a emissão para rebater as acusações de branqueamento e propaganda tornadas públicas por Kiko is Hot.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Na abertura do espaço de entrevista, Rute Sousa manifestou agrado pela oportunidade de falar sem filtros, após a polémica em torno da reportagem da SIC. “Gostaria de agradecer o convite (…) Foi bom saber que vocês não são como outros meios de comunicação social, que me fizeram uma entrevista de 20 minutos e emitiram 9 segundos“, apontou.
Para a investigadora de Ciência Política, o escrutínio sobre o grupo de convidados revela uma dualidade de critérios. “Nós temos neste grupo gente que dedica há anos a vida a escrever sobre este tema de forma académica“, notou, comparando o tratamento dado aos influenciadores com o dos profissionais dos media: “Aquilo que me choca é ver certos meios de comunicação social e comentadores a dizer que estes influencers não têm rigor, quando (…) vemos jornalistas que são militantes do PCP (…) a ir à guerra da Ucrânia a dizer que aquilo que se passa no Donbass é mentira“.
Leia também: Rute Sousa desafia jornalistas portugueses após ida a Gaza: “Genocídio é mentira”
A convidada garantiu que a deslocação foi pautada pela “liberdade total”, sem guiões ou aprovação de conteúdos, e que apenas o avião e as estadias foram suportados pelas autoridades locais.
Sobre a entrada no território de Gaza, a investigadora revelou que o grupo solicitou a visita. “Fui eu que pedi, o influencer Filipe Vilarinho e o meu irmão Tiago Sousa, que pedimos à embaixada que queríamos ir a Gaza (…) Fomos por nossa conta e risco. Inclusive assinámos um documento como isentávamos o Estado de Israel e as IDF de toda e qualquer responsabilidade“, revelou.
Em relação à gravidade das ações no terreno, Rute Sousa foi peremptória na rejeição da palavra genocídio. “Se Israel quisesse fazer um genocídio em Gaza, já o teria feito (…) Se Israel quisesse fazer um genocídio, fazia em 8 horas“, argumentou, apoiando-se no crescimento demográfico palestiniano. Relativamente à interdição da imprensa internacional, a convidada assegurou que o bloqueio não é absoluto, dispondo-se a mediar contactos. “O jornalista do NOW que não consegue lá entrar, eu peço, por favor, que entre em contacto comigo (…) eu trato do assunto“, desafiou.
No fecho da intervenção, Rute Sousa não escondeu o impacto que as reações tiveram na sua vida pessoal, revelando a gravidade das intimidações que chegaram às suas páginas. “Já recebi ameaças de morte, ameaças de violação em grupo“, confessou a influenciadora, apontando o dedo ao que considera ser um problema sistémico do país. “A polémica que se está a passar não é sobre o Estado de Israel, é sobre o estado da podridão desta sociedade (…) é sobre o antissemitismo europeu que nós achávamos que tinha acabado“, rematou.