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Tânia Laranjo reage à tragédia na Venezuela: “Não ficam apenas corpos”

Jornalista emociona internautas com mensagem sobre terramoto: "Histórias interrompidas em segundos"

O texto foca-se na dor dos sobreviventes e no trabalho das equipas que continuam a procurar sinais de vida sob os escombros.

A atualidade internacional continua fortemente marcada pelas consequências dos dois violentos sismos que assolaram a Venezuela e, perante as imagens de destruição e o balanço crescente de vítimas mortais e feridos, Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão profunda com o público, desviando o foco dos dados estatísticos para se concentrar no drama humano que afeta milhões de cidadãos.

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Na mensagem divulgada no seu espaço digital, a jornalista começou por abordar o impacto imaterial da catástrofe, sublinhando que as perdas vão muito além das estruturas edificadas. “Sob os escombros não ficam apenas corpos. Ficam fotografias, memórias, histórias inteiras interrompidas em segundos. Ficam os planos para amanhã, as celebrações adiadas, os abraços que nunca mais acontecerão“, escreveu.

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Apesar do cenário fúnebre provocado pelos abalos de magnitude 7,2 e 7,5 na Escala de Richter, Tânia Laranjo fez questão de enaltecer a vaga de solidariedade e o esforço incansável das equipas de socorro e da população local na busca por sobreviventes. “E, no entanto, entre a poeira e a devastação, surgem sempre aqueles que recusam desistir. Homens e mulheres que escavam durante horas por uma voz, um movimento, um sinal de vida. Vizinhos que partilham a pouca água que possuem. Mãos que amparam outras mãos quando tudo parece perdido“, destacou.

A concluir o seu texto, a jornalista da CMTV lembrou os desafios hercúleos que a nação venezuelana terá de enfrentar nos tempos mais próximos, numa fase em que a atenção mediática global tende a desvanecer com o passar dos dias.

Porque depois de cada terramoto há duas batalhas. A primeira é contra a destruição. A segunda é contra o esquecimento. A Venezuela enfrenta agora ambas. E enquanto as câmaras procuram imagens de prédios caídos, há milhões de pessoas a enfrentar algo muito mais difícil de mostrar: o peso de acordar num mundo que, em poucos segundos, deixou de ser o seu“, concluiu, a jornalista.

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