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António Leal e Silva acusa famosos de “promoverem o ódio” e “Isto é bullying, é crime!”

O rosto do 'V+ Fama' desabafa sobre as ameaças de morte que enfrenta e não poupa críticas a Sónia Tavares e a outros colegas de profissão.

António Leal e Silva, conhecido pelos seus comentários no ‘V+ Fama’ da V+ TVI, recorreu às redes sociais para denunciar uma onda de ódio e ameaças que diz estar a sofrer.

O apresentador não se conteve e apontou o dedo a vários nomes do panorama nacional, acusando-os de “promoverem o ódio” contra si.

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A polémica, explicou, começou com vídeos onde criticava os visuais de algumas figuras públicas. “Estão todos contra mim porque faço vídeos a falar dos looks das pessoas, coitadas, que não podem receber uma crítica. É uma brincadeira, porque é uma humilhação”, atirou, visivelmente indignado.

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As consequências, segundo António Leal e Silva, foram graves. Recebeu, em privado, mensagens com ameaças de morte e insultos homofóbicos. “Mereço morrer, que sou uma bicha, um paneleiro, um velho, um gordo, um careca, que sou uma merda, que a minha família é uma merda, que sou isto, que sou aquilo, que me vêm matar, que me vêm bater, que eu desprezo, que eu faço, que tenho a mania, bem, do pior que há”, detalhou, reproduzindo algumas das mensagens.

O apresentador não poupou críticas a quem, na sua opinião, incitou este comportamento. A lista inclui nomes como Sónia Tavares, a atriz Jéssica Ataíde, a estilista Fátima Lopes, a figura pública Filipa Torrinha, o ator José Mata, o influencer Kiko Izzo e a atriz Paula Labaredas.

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“Quero-vos agradecer pela vossa promoção do ódio, porque à conta dessa estupidez de me difamarem, enxovalharem, achincalharem com uma coisa que eu não fiz, porque eu brinco com roupas que não foram bem, temos pena, meus queridos”, ironizou. Leal e Silva lembrou que, ao contrário do que lhe fazem, ele apenas brinca com a roupa, sem atacar o caráter. “Pior do que criticar com roupas é falar do caráter das pessoas. Sem as conhecerem de lado nenhum”, lamentou.

Em relação a Sónia Tavares, o apresentador recordou uma amizade que parecia sólida. “A Sónia, que era muito minha amiga do Rock in Rio. Tive com ela uma tarde. Era muito querida. Ficou muito contente porque me conheceu”, contou. No entanto, a sua postura mudou: “Deixa por aqueles comentários no Instagram dela. A incentivar ao ódio. A enxovalhar, a achincalhar. Que nem graça têm.”

 

António Leal e Silva fez questão de sublinhar que nunca fez mal a nenhum dos nomes que mencionou. Com Jéssica Ataíde, por exemplo, disse que a “levou a sair quando ninguém a conhecia”. Sobre Filipa Torrinha, admitiu ter criticado alguns dos seus visuais, mas notou que “pelos vistos surgiu efeito. Porque agora já se veste convenientemente. Ou pelo menos veste-se de outra forma”. Até brincou com José Mata por ter a camisa aberta, questionando: “Ofendeu? Coitado!”.

A Fátima Lopes, que não conhece, questionou: “Ficou tão incomodada? Porque eu critico… Eu nem sabia que os modelos eram dela.” E defendeu a sua coragem de criticar, algo que, segundo ele, outros fazem de forma mais agressiva, atacando a vida pessoal.

O apresentador do V+ TVI confessou estar “chocadíssimo e incomodado” com a situação. “Pessoas a dizerem que me vêm bater e que me vão perseguir. Está tudo maluco. Isto é um caso de polícia”, alertou. Para António Leal e Silva, as figuras públicas têm “uma responsabilidade acrescida” e não deveriam “incentivarem o ódio” contra ninguém.

“Eu não sou nenhuma vítima, que eu sei, graças a Deus, tomar conta de mim. Mas ser ameaçado de vida, ofender os meus familiares, de chamarem-me filho da puta, isso não se faz. Num mundo que se quer civilizado, esta gente tem uma responsabilidade acrescida”, frisou. O apresentador concluiu com um tom de desilusão: “Isto é o fim dos tempos. Este assunto dá-me vómitos. Como é que há tanta maldade no mundo. É um horror.”

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