A atravessar um período de luto pela morte do pai e com uma agenda de trabalho preenchida, a comunicadora da RTP assumiu que o amor não é prioridade.
Catarina Maia abriu uma exceção para abordar a sua vida amorosa durante uma conversa com Catarina Furtado no videocast ‘Entre Gerações’. Instada pela colega de profissão a comentar o impacto do escrutínio público nos relacionamentos, a apresentadora da RTP1, de 26 anos, abordou as dinâmicas românticas desde que ganhou maior notoriedade na televisão.
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“Não há tempo para eles“, reagiu a comunicadora, adiantando que, ao longo dos últimos quatro anos de percurso profissional, “alguns apareceram”. A apresentadora do formato ‘Dream Team’ deixou contudo clara a sua preferência no que toca ao perfil dos pretendentes: “Não procuro no nosso meio, nunca. Nunca me aliciou ser alguém do meio“.
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A revelação levou Catarina Furtado a recordar o seu próprio percurso pessoal: “Que esperta que tu és! Já eu… Mas nem atores nem cantores?” e, perante a insistência, Catarina Maia acabou por confessar uma relação mantida longe dos holofotes da imprensa. “Estive com uma pessoa que é do meio, mas decidimos nunca assumir. Mas não correu bem, não funcionou, cada um foi para o seu lado, e tudo bem. Se tivéssemos assumido, era uma associação que ficava feita“, explicou a jovem.
A comunicadora e radialista acrescentou que a exposição mediática faz sentido apenas em fases consolidadas. “A longo prazo faz sentido, quando é um casamento, quando há filhos“, defendeu, notando que a maioria das abordagens que recebe surge de pessoas alheias à sua projeção no ecrã: “Até agora o que me aconteceu foram pessoas que não faziam ideia daquilo que eu fazia. Ou chegavam só a dizer: ‘Sei aquilo que fazes, mas não vejo nada’“.
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Questionada sobre o receio de aproximações motivadas por interesse no reconhecimento público, Catarina Maia concordou. “É mais por aí, mas é difícil fazer esse balanço de tentar perceber se a pessoa gosta mesmo de mim ou está aqui aliciada por aquilo que isto pode trazer e pela fama“, frisou, destacando a importância da independência num relacionamento: “A pessoa tem de me dar liberdade acima de tudo. Até agora não tive nada que me desse total liberdade. Sou muito livre, sou muito dona de mim própria, gosto de tomar as minhas decisões e poder tomá-las sem um burburinho“.
Apesar das más experiências passadas, a jovem recordou um relacionamento que serviu de referência. “Acho que até agora só aconteceu uma vez na minha vida e foi muito bonito porque foi essa pessoa que me fez perceber que é possível. As coisas não resultaram e pronto… mas é possível. Deu-me assim uma esperançazinha“, partilhou.
Ainda assim, o momento atual não se afigura favorável à entrega emocional, em virtude do volume de trabalho e do luto pelo pai. “Neste momento estou com muito trabalho. Não me sinto emocionalmente capaz, porque a morte do meu pai abalou-me muito“, desabafou, rematando com uma reflexão sobre os seus limites: “Tão facilmente entro como percebo, dou um passo atrás e digo: ‘Não é por aqui’, porque efetivamente não estou pronta. Emocionalmente, isto está a levar-me para um ponto de exaustão e não é por aí“.