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José Condessa conquista Globo de Ouro de Melhor Ator de Ficção na 30.ª edição

O ator dedicou o prémio a todos os que o acompanharam, desde a equipa da série 'Rabo de Peixe' à família e amigos, num discurso carregado de gratidão.

José Condessa levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Ator de Ficção na 30.ª edição da gala, um momento que aproveitou para homenagear quem o marcou.

O ator, visivelmente emocionado, subiu ao palco para sublinhar a importância de reconhecer o trabalho na ficção nacional.

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No seu discurso, Condessa fez questão de agradecer à mãe e de partilhar uma reflexão: “Sempre acreditei que não são prémios que nos definem, mas cada vez mais percebo a importância de nos celebrarmos.”

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O ator lembrou os colegas de uma série, a quem carinhosamente chamou de “raposinhos”, e a “viagem bonita” que fizeram juntos, “desde os primeiros ensaios ao mergulho naquela madrugada no mar”. Dirigindo-se a eles, atirou: “E sei que a vida é dura e o tempo passa. Isto foi a última mensagem que eu lhes deixei no grupo, e por isso quero dizer uma vez mais que vos amo e que farão sempre parte da minha vida e que fui genuinamente feliz ao vosso lado.”

Um dos nomes que mereceu destaque foi Augusto, a quem Condessa conheceu “por uma voz que vinha no escuro”. O ator contou que Augusto lhe entregou “um cubo de Rubik e o primeiro episódio”, e ele, por sua vez, “entreguei-lhe o que sou como ator e como pessoa, sabendo que do outro lado tinha alguém merecedor dessa confiança”.

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Condessa descreveu a relação com Augusto como uma amizade de “sonhadores, com vontade de rasgar o mundo e manter os pés na terra”. A série ‘Rabo de Peixe’, disse, “deu-me muito mais do que aquilo que vocês viram em casa. Deu-me um homem bom, um amigo completo e um profissional que eu admiro. Deu-me o Augusto.”

O discurso transformou-se numa celebração da vida e das relações. “Quero aproveitar este momento para celebrar aquilo que me mantém vivo e não aquilo que me mantém a respirar”, confessou.

Entre os homenageados, estavam os amigos, “aqueles que leem o meu suspirar, que passeiam em silêncio e sonham um mundo comigo”, e a família, incluindo os irmãos e sobrinhos, “por me dizerem aquilo que eu não quero ouvir com o maior amor do mundo”.

Agradeceu ainda à Rita, “por há mais de 10 anos ser a pessoa que me ilumina o caminho com sensibilidade e ternura”, e à Isabel, “por ser o meu grilo falante, sábio e necessário”. O mestre Carlos Avilês foi também lembrado, “por ser o meu mestre todos os dias e continuar a entrar comigo em cena todas as noites”.

Com um toque de ternura, Condessa recordou os avós, “pela papa Maizena e pelo cobertor quente depois do banho”. E não esqueceu a “Lua”, a quem dedicou palavras de amor: “que me dá a mão, que luta ao meu lado, que me incentiva e sonha, por ser um amor leve, profundo e preenchido com um simples olhar ou ao chamar o meu nome.”

Os pais, presentes na plateia, foram os últimos a ser mencionados, mas com a mesma intensidade. “Foram eles que me mostraram o mundo e os seus pormenores, as músicas e os cheiros, o respeito e a palavra. Eles estão aqui, estão sempre aqui perto. Foram eles que me ensinaram a dizer amo-te e a celebrar tudo isto que eu vos disse, que nos faz amar.”

Por fim, o ator deixou um agradecimento à equipa, à Ilha Mágica, a ‘Rabo de Peixe’, a Eduardo e à Netflix, concluindo: “Amo-vos muito a todos. Obrigado.”

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