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Queixa na ERC: Comentários de Cristina Ferreira sobre caso de violação geram revolta nacional

Figuras públicas e ativistas arrasam Cristina Ferreira e fazem queixa à ERC

A apresentadora e diretora da TVI está a ser duramente criticada por sugerir que a “adrenalina” do ato sexual pode impedir agressores de ouvir a recusa de uma vítima.

Cristina Ferreira está no centro de uma tempestade mediática após declarações polémicas proferidas na manhã desta terça-feira, durante a análise de um crime que chocou o país quando, no programa “Dois às 10”, ao comentar o julgamento de quatro influencers acusados de violar uma menor de 16 anos em Loures, a apresentadora questionou a capacidade dos agressores em entenderem a interrupção do consentimento. “Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina (…) alguém entende aquele: ‘Não quero mais?’“, afirmou Cristina, lançando o mote para uma discussão que incendiou as redes sociais.

O influencer Kiko is Hot foi um dos primeiros a reagir, sublinhando a perigosidade deste tipo de discurso em televisão nacional. “Sim, entende Cristina (…) porque nós não ficamos surdos“, retorquiu, acrescentando que relativizar o “não” de uma mulher a meio de um ato sexual é um passo perigoso que ajuda a perpetuar a violência.

 

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Também Diogo Faro recorreu às redes sociais para condenar o painel do programa, onde a psicóloga Inês Balinha Carlos referiu ser necessária “maturidade para controlar impulsos” a meio de um ato. “Estar a ser violada não é fazer sexo, isso não é sexo, é um crime horrível“, vincou o humorista, acusando o formato de estar a tentar justificar uma violação de grupo.

A gravidade do episódio levou a ativista Francisca de Magalhães Barros a avançar com uma queixa formal junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

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A ativista questionou a continuidade de Cristina Ferreira como diretora de canal após sucessivos comentários controversos e apelou ao público para que também formalizasse o seu protesto junto do regulador e, para os críticos, o discurso proferido no matutino da TVI não é apenas ignorância, mas sim uma validação indireta da cultura de violação ao focar-se na “adrenalina” dos arguidos em vez do trauma da vítima.

O caso em julgamento remonta a fevereiro de 2025 e envolve atos de extrema violência e pornografia de menores, alegadamente cometidos por quatro jovens, agora com idades entre os 18 e 21 anos.

O Ministério Público acusa o grupo de violação agravada e dezenas de crimes de pornografia, num processo cujos atos terão passado de consensuais a forçados numa garagem em Loures e, enquanto o tribunal se prepara para retomar o julgamento a 20 de abril, o “tribunal” das redes sociais já emitiu o seu veredito, colocando Cristina Ferreira perante uma das maiores crises de imagem da sua carreira.

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