Geral

“Fingi-me de morta para sobreviver”: O testemunho arrepiante de Ana Ferreira

Ana Ferreira foi "queimada, baleada e esfaqueada". Conheça a história de superação

Entre a reconstrução das mãos após anos de internamento e o homicídio do pai da sua primeira filha, a convidada deu uma lição de coragem ao público.

No «Podcast + ou -», conduzido pelo humorista Faria Dias, Ana Ferreira foi a convidada de uma emissão pautada por um testemunho de superação incomum. A aveirense de 37 anos, que sobreviveu a graves queimaduras em bebé e a um ataque violento na juventude, partilhou os episódios mais duros do seu percurso com um espírito inabalável.

GoogleTornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google

O sofrimento começou logo no primeiro ano de vida, na sequência de um acidente doméstico com uma vela que caiu para dentro do berço onde dormia: “Fui para o hospital, estive lá quase cinco anos internada, seguidos (…) Naquela altura, além de serem queimaduras de terceiro grau, eu estava completamente desfigurada“.

A recuperação envolveu dezenas de cirurgias reconstrutivas na face e nas mãos, num processo em que a própria assumia o controlo dos aparelhos colocados nos dedos: “Eu com a chave rodava e ia crescendo, e depois o osso lá dentro ia-se formando e colava (…) Eu dizia mesmo aos médicos que eu é que queria fazer“.

Leia também: Escândalo em Espanha: Paparazzo garante que rainha Letizia foi vista em iate com homem misterioso

Anos mais tarde, aos 18 anos e grávida da sua primeira filha, a convidada viveu um dos momentos mais traumáticos da sua vida, quando o senhorio invadiu a residência onde vivia com o companheiro: “Ele tinha a chave e entrou-nos dentro de casa. Abriu-nos a porta do quarto com o cano da arma (…) O Paulinho só teve tempo de se levantar e dizer: ‘O que é que se passa?’. Levou logo um tiro“. O namorado acabou por não resistir aos ferimentos causados pelo disparo de caçadeira e pelas agressões que se seguiram.

Ana Ferreira também não escapou à violência do agressor e explicou como conseguiu salvar a própria vida e a da bebé que trazia no ventre: “Levei um tiro (…) Depois ele veio dar uma facada a mim. Queria dar a facada na barriga, eu virei-me e acerta-me na zona das costelas. Fingi-me de morta. Parei a respiração (…) e ele foi à vida dele”.

O homicida acabou condenado a 17 anos de prisão por causa de um atraso de 180 euros no pagamento da renda.

Leia também: Meghan Markle em negociações secretas: o regresso à ficção que a leva de volta ao Reino Unido!

Apesar das sequelas físicas e das marcas visíveis que transporta, a aveirense revelou que o preconceito social continua a ser um obstáculo no mercado de trabalho: “Viste-me ir ao centro de emprego (…) Disseram: ‘Com esse aspeto ninguém te vai dar trabalho’. E eu engoli aquilo em seco“.

Ainda assim, Ana Ferreira recusa vitimizações e mantém uma postura otimista perante as adversidades: “A minha vida nunca foi fácil (…) Mas eu, para mim, está sempre tudo bem“.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo