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“Polícia de agressão pública” e “repressão”: Carolina Deslandes manifesta-se e arrasa atuação das autoridades

"Agredi-lo é crime": O grito de protesto de Carolina Deslandes após cargas policiais em Lisboa e no Porto

Rejeitando rótulos pejorativos associados a quem sai à rua, a cantora apelou à mobilização coletiva na Baixa pombalina.

A intervenção policial que desmantelou os acampamentos pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto continua a motivar fortes tomadas de posição no meio artístico. Perante as cargas policiais que marcaram a madrugada na Praça do Rossio e na Praça D. João I, Carolina Deslandes recorreu à sua conta de Instagram para partilhar uma mensagem contundente de repúdio pela atuação das autoridades, associando-se à indignação popular.

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Na publicação, encabeçada pelo lema “A maior violência é despertar violência no povo que só pede justiça“, a cantora começou por desmontar as narrativas que procuram descredibilizar as motivações de quem protesta.

“Querem falar de ‘esquerdalhos sujos’, de ‘arruaceiros’, querem insinuar que quem se manifesta não quer é trabalhar. Como viram que não funciona, e que são cada vez mais corpos multiplicados a marchar na avenida, querem agora falar de incumprimento da lei. Que a polícia está a agir para que se cumpra a lei“, apontou a artista.

A cantora estabeleceu ainda uma comparação com protestos anteriores para contestar a proporcionalidade da resposta policial. “Já tinham existido acampadas antes, nunca a polícia agiu desta maneira. Isto é repressão. Isto é polícia de agressão pública e não de segurança pública, isto são ordens de cima de quem quer mostrar quem manda, de quem acha que a bater silencia o povo“, vincou sem rodeios, apontando a existência de orientações políticas para travar as manifestações com recurso à força física.

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Na reta final do seu desabafo, Carolina Deslandes sublinhou a soberania popular e condenou qualquer tentativa de abafar a contestação social perante as dificuldades no acesso a um teto. “O país é do povo. O país é O povo. Ouvi-lo não é opcional, silencia-lo é inadmissível, agredí-lo é CRIME“, sentenciou, concluindo a sua mensagem com um apelo à comparência em massa no centro da capital: “Hoje todos os caminhos vão dar ao Rossio“.

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