Maniche garante que o Cristiano Ronaldo: “Não estava de todo confortável com este grupo de trabalho!”
A polémica saída da seleção nacional ganha novos contornos com as declarações do antigo internacional português...
Cristiano Ronaldo não voltará a envergar a camisola da seleção nacional.
A decisão, avançada pelo jornal O JOGO, surge após o craque ter abandonado o estágio da equipa das Quinas, na véspera do jogo contra a Dinamarca pela Liga das Nações, a 29 de setembro de 2026.
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O capitão já tinha deixado o hotel em Copenhaga, onde a seleção estava concentrada. A sua partida da Dinamarca, num avião particular vindo de Madrid, era iminente.
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Para o jornal O JOGO, a decisão é irreversível. A sua última partida pela seleção A foi contra o País de Gales, em Alvalade. Ronaldo deixa para a história 234 internacionalizações e 146 golos, números que o consagram como recordista absoluto.
A saída do estágio deu-se após uma conversa com Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Curiosamente, Jorge Jesus, o selecionador, tinha garantido em conferência de imprensa que Ronaldo estaria presente no treino seguinte.
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A FPF confirmou a dispensa. O próprio jogador usou as redes sociais para se pronunciar: “Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da FPF, tomei a decisão de deixar o estágio da seleção nacional”, escreveu o avançado do Al Nassr.
Ronaldo prometeu explicar os motivos mais tarde: “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”.
Na CNN Portugal, Maniche, o antigo internacional português, comentou o assunto. O ex-jogador de futebol não tem dúvidas de que a situação é mais complexa do que parece.
Maniche disse: “Acho que a conferência de imprensa foi preparada para uma comunicação, uma só voz, isto é, Rúben Dias e Jorge Jesus estavam em sintonia. O problema foi depois as declarações ao Canal 11 que Jorge Jesus referiu, que Cristiano Ronaldo estava zangado, ainda estava zangado com ele. Isso reforçou, obviamente, a tese que, afinal, eles ainda estão zangados, afinal isto não está bem. Agora, o plano é natural perante um jogador que tem 41 anos. A gestão tem que ser cuidada, tem que ser preparada. Eu acho isso um plano normalíssimo, como também acho normal os 30 minutos que Jorge prometeu e depois não aconteceu. Agora, esta situação, eu reforço a ideia que vão sair mais elementos contundentes, porque não são estes dois fatores que levaram Cristiano Ronaldo a abandonar a seleção. Não devia ter feito, não. A responsabilidade que Cristiano Ronaldo tem, não deveria abandonar da forma como abandonou. Mas deixa-me dizer, e eu tenho a convicção que Cristiano Ronaldo não estava de todo confortável com este grupo de trabalho, como provavelmente o grupo de trabalho não estava muito a gosto, digamos, com as atitudes de Cristiano Ronaldo, porque só se falava do mesmo e não se falava do mais importante, que era o grupo, a Seleção Nacional no seu todo.”